5 de junho de 2018
5 de junho de 2018

Aniversário do Bonato
Nosso confrade e parceiro de redação, o Rogério Romano Bonato, pediu que publicássemos o seu agradecimento pelas muitas mensagens que recebeu ontem, ocasião de seu aniversário. “Quem tem tantos amigos assim é um afortunado, e é sempre o grande presente que recebo a cada aniversário. É um regalo ler cada uma das mensagens, e peço desculpas em não responder, por isso aproveito este espaço para agradecer”, registrou o Bonato. Recado dado!

 

Onde enterraram?
Foz do Iguaçu parou para conhecer melhor a história e o que chamam de massacre do Parque Nacional, onde o grupo de Onofre Pinto teria sido traído e emboscado pelas forças do governo militar, no final dos anos 70. O caso foi uma das principais matérias do Fantástico do último domingo. E o tema está em voga, sobretudo depois das revelações da CIA dando conta de que o ex-presidente Ernesto Geisel sabia das atrocidades contra os opositores.

Aluízio
Como personagem central da matéria, o nosso Aluízio Palmar, além de complementar os detalhes da trama, mostrou o seu livro Onde foi que vocês enterraram os nossos mortos?, uma pergunta pelo visto bem difícil de se responder, ao menos diante do esforço dos peritos. Não vai ser fácil encontrar vestígios em meio à imensidão de mata fechada.

 

Assassinato?
Alguém enviou esta carta: “Seu Corvo, a matéria do Fantástico disse que o capitão Lamarca foi assassinado. Se ele era um guerrilheiro e vivia trocando tiros com os soldados do Exército que abandonou, desertou, então morreu em conflito. Sendo assim, como foi ‘assassinado’? Me desculpe, mas isso não está correto”.
AS pediu para não ter o nome revelado

O Corvo responde: todas as situações que expõem dúvida merecem uma pesquisa, e a história é baseada em documentos — muitos dos quais isentos. Um homem debilitado, desnutrido, carregado nas costas por um companheiro, o Zequinha não possuía a mínima condição de combate. Foi fuzilado enquanto tentava levantar-se, sem ter disparado um único tiro. Se isso tiver outro nome, além de assassinato, o Corvo quer saber qual é.
Nanci e o relatório
Amanhã é o dia da leitura do relatório sobre o aprazível passeio de Nanci Rafagnin Andreolla ao Rock in Rio. Nunca, em tempo algum, gostar de rock rendeu tanta dor de cabeça. Se Londres fosse aqui, a bolsa de apostas apresentaria índices dos mais diversos, parelhos aos bolões de Copa do Mundo.

 

Assinatura
Maxsuel Fidélis de Pádua Almeida é o profissional médico que, segundo consta, forneceu o atestado para a Nanci. Ontem estourou a bomba de que ele teria enviado um ofício ao Conselho de Ética da Câmara “não reconhecendo” a assinatura no fatídico documento usado pela vereadora. Isso pode ser a bomba da quarta-feira. Madona mia!

 

Porca miséria!
Se o médico negar a assinatura, Nanci, em sua defesa, poderá ingressar na Justiça pedindo uma perícia. Daí o pau poderá comer no CRM (Conselho Regional de Medicina), caso o médico roa a corda. Isso ainda promete. O atestado nem era o maior dos problemas, até surgirem as atuais especulações. Nanci foi ao Rock in Rio um dia após a data de validade do atestado. Che pasticcio, ragazza!

 

BR-469
Pois veja, Corvo, depois os políticos acham que exageramos quando criticamos os seus exercícios de futurologia. Quantas vezes já anunciaram essa bendita duplicação? Coisa mais chata! Bem que você avisou.
Nathalia Bendo

 

Rodovia polêmica
Como é difícil fazer as coisas acontecerem em Foz, hein? É no que dá a cidade ser uma espécie de ilha, cercada de órgãos federais, infestada de tubarões famintos à caça de votos. É de estranhar que alguém ainda não tenha perdido uma perna ou um braço depois de uma dentada. Cidade que depende do governo federal, e sem representantes, dá nisso. Vamos ver de que forma sensibilizarão o cardume de tubarões. Descontarem a encrenca da greve da verba de duplicação da BR-469 é no mínimo uma covardia.

Viaduto
Corvo, enfim a governadora deu start no viaduto de entrada da cidade. Tomara que a obra não entre num virtual “corte” de verbas por causa do impacto da redução do ICMS do custo do diesel no Paraná. Só faltava, né?
Maiara Ruiz

O Corvo responde: ao que consta, o estado se preparou para baixar o imposto, no mais o governo sabe que o viaduto é uma obra fundamental para a nossa cidade, tanto que a governadora está empenhada em formar uma força-tarefa para pressionar o governo sobre as verbas da BR-469.

 

Buracos rurais
O prefeito Chico, em visita à redação, disse que já possuía verba para pavimentar as estradas rurais e que isso seria uma de suas primeiras medidas no segundo semestre. O caso é que os usuários daquelas vias não possuem um pingo de paciência e não estão errados. Faz tempo que anunciam a revitalização das vias, e nada acontece.

 

Esquina
E a tal “Esquina da Macumba” está mesmo um horror. O Corvo passou pelo local esses dias, e foi duro chegar ao outro lado da pista. Seria preciso um jipe lunar para cumprir a tarefa com êxito. Só macumba mesmo, para não quebrar o eixo do automóvel.

 

E o Brasil, do Neymar?
O Corvo não viu um futebol eficiente nessa experiência europeia de pré-Copa. Foi bom para avaliar o que será o jogo contra a Sérvia. O caso é que o Neymar fez a diferença.

 

E nada da greve…
Pelo visto se tratava mesmo de um novo fake, pois tudo em Foz parecia normal no amanhecer de ontem. A turma está cada vez mais antenada no uso sinistro de ferramentas tão poderosas como as redes sociais. O amigo e jornalista Marcelino, de Londrina, colaborou com uma bela análise em relação ao tema. Leia na nota a seguir.

 

A Era do Infocalipse
Desinformar tem sido ardilosamente uma moda perigosa nos grupos de WhatsApp. Como diz apropriadamente o tecnólogo Aviv Ovadya, chefe do Centro de Responsabilidade de Mídias Sociais da Universidade de Michigan (EUA), vivemos a Era do Infocalipse, o “apocalipse da informação”.
A desinformação, ou a “fake-news”, fragmenta a realidade e afeta o comportamento das massas. Não permite o contraditório, não é uma “praça pública digital”, como o Facebook, sites, blogues e outras redes. O WhatsApp é um condomínio fechado, um canal naturalmente sensacionalista, portanto.
Compartilhar desinformações pelo Whats é muito grave porque as mensagens são criptografadas e, portanto, não passam por uma natural e espontânea verificação de qualidade ou análise de conteúdo por parte do público geral. É grave, muito grave!
A solução, a longo prazo, passa pelo necessário aculturamento das massas conectadas e pela Educação, mas a pergunta do momento é: como combater e eliminar isso já?
É uma pergunta.
Marcelino Jr., jornalista, pós-graduado em “Comunicação Organizacional: Gestão Estratégica (UEL)”, Londrina-PR

 

Discussão da gota
Corvo, tenho ouvido todos os tipos de discussão sobre as lojas francas. E olha que muita gente está falando besteira, especialmente quem não deveria se meter naquilo que não conhece. Mas uma coisa é importante: ouvir todas as posições de pessoas que lidarão com o tema, especialmente quem investirá. Se continuarem com esse blablablá, vão é acabar afastando os investidores. Daí será aquela choradeira de saberem a razão de investirem em outros lugares e não em Foz do Iguaçu, como já aconteceu em repetidas ocasiões.
Roberto Batistinni

O Corvo responde: verdade, prezado leitor, é bem isso mesmo o que corremos o risco de ver acontecer. Investidores de verdade, pessoas com “bala na agulha”, não são chegadas em falação, em “papo aranha”, de quem não vai investir no segmento, mas fica dando palpite furado.

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GDIA