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Devedor no rotativo do cartão pagará taxa igual a de cliente regular
2 de junho de 2018

Free Cláudio!
O prefeito de Santa Terezinha enfim está curtindo os ares de liberdade. Contaram para o Corvo que estão preparando uma festança na prainha para seu retorno ao seio comunitário. Estão querendo reeditar uma Festpop só pra ele! Imagina? Isso que é prestígio.

 

Reflexão
Corvo, cadê você? Fica aí publicando as cartas dos leitores e não comenta mais nada? Queremos saber como encara esses acontecimentos do nosso Brasil varonil! Tiraremos o pé da lama ou não? Fala aí, Corvo, mete bronca, apita, berra… Nos diga o que pensa.
Marcos Demétrio

O Corvo responde: sim, o Corvo vive de publicar as cartas dos leitores, a começar pela sua. Mostrar o que pensam os leitores nobres cidadãos desse cortiço esculhambado chamado Brasil é uma forma de valorizar o pensamento. O Corvo não precisa de muito espaço para refletir o pensamento. O caso é que muita gente pode não gostar, mas vamos lá, tirar da cabeça o que nos atucana num momento tão difuso. Um bom dia a todos!

 

Nunca acaba
Saíram os caminhoneiros, entraram os petroleiros, o povo que extrai, processa, refina e entrega o combustível que ainda nem abasteceu as bombas na totalidade. O Brasil vai custar até encontrar o rumo. Que barbaridade.

 

Venezuela é aqui
Muita gente não entende o conflito venezuelano e acredita que toda a sua origem está nas gestões do falecido Hugo Chávez e seu sucessor, Maduro. Em partes isso é verdade, mas há variações de dar medo e que iniciaram muito semelhantemente ao que ocorre hoje no Brasil: facções ignorantes, repressivas, desprovidas de ordem se infiltraram e transformaram o país vizinho num inferno.

 

Infiltrações
Há quem garanta que os infiltrados nos movimentos pelo Brasil não são da esquerda, nem da direita e menos ainda de lugar algum. São desordeiros sem bandeira, cuja raiva e insensatez sobrepõem as regras comuns da sociedade, fazendo imperar a desordem, insegurança e tudo o que o brasileiro não precisa. Essas pessoas se articulam e, sendo assim, devem possuir um mínimo objetivo além da aniquilação das instituições. Se o país espera retomar o rumo, precisa identificar e ao menos corrigir essa deformação.

 

Preços
Os brasileiros estão meditando se valeu ou não apoiar a greve dos caminhoneiros. Segundo o Datafolha, mais de 75% dos brasileiros apoiaram o movimento. Mas para início de conversa, quem conseguiu abastecer pagou a gasolina bem mais cara, e o diesel ainda não baixou. Os produtos sumiram das gôndolas dos supermercados, e o que chega aos centros de abastecimento ou está estragado ou está em vias de ser jogado fora. As galinhas não conseguem botar ovos porque até as poedeiras entraram na esteira do abate. Milhões de animais foram sacrificados, queimados ou enterrados; a construção civil deu uma marcha à ré, pois se sabe de demissões no setor; e toda a cadeia produtiva foi contaminada e extremamente comprometida em apenas dez dias. O Brasil mostrou a sua fragilidade. Afinal qual será o valor que poderemos agregar à paralisação, com todo o apoio que demos a ela?

 

Seu Sérgio, seu Darcy
Os antropólogos Sérgio Buarque de Holanda e Darcy Ribeiro atravessaram suas vidas depositando a fé numa teoria: a passividade do povo brasileiro. Segundo eles, em Raízes do Brasil e O Povo Brasileiro, obras magistrais, frutos de décadas de estudo, o brasileiro tornou-se um ser passivo e dócil em razão da mistura de raças entre índios, europeus e africanos. Os esqueletos dos professores devem estar sacudindo nas tumbas, pois deu para ver bem no que essa docilidade humana se transformou, com trabalhadores sendo chamados de “vagabundos” e espancados impiedosamente por não concordarem com um movimento, para eles, indefinido.

 

Cadê o objetivo?
No início, a intenção era reduzir o preço dos combustíveis, afinal eles movem o país; reduzir a injustiça cobrada nas praças dos pedágios e pelo menos regular o preço dos fretes, porque no fim da fila alguém paga a conta. Claro, qualquer cidadão de bem apoiaria um movimento assim. Até o Corvo apoiou, e de olhos fechados. Mas e daí? A conclusão é que nada vai em frente quando há um governo cheio de lacaios e oportunistas, dilapidadores da economia, em função do sucesso de suas carreiras políticas. Um tipo de gente que não olha o futuro, não planeja, não trabalha com estratégias de desenvolvimento; o tipo de ser que só pensa em eleições e um modo de se manter no poder, para não ir parar na cadeia. Com gente assim no poder e a ignorância nas ruas, nada vai mudar.

 

Paulo Freire
O educador morreu afirmando que o Brasil necessitaria um investimento de 50 anos na formação do cidadão por meio da escola. Hoje é o IDEB que regula o resultado; só regula porque educação mesmo, para valer, não se viu em matéria de empenho público. De que adianta os resultados isolados, como é o caso de Foz do Iguaçu e outras cidades “campeãs”? Poucas andorinhas, definitivamente, não fazem o verão.

 

E a política?
Com a greve dos caminhoneiros amansando e a gasolina abastecendo os tanques, seja ela paraguaia, argentina ou brasileira, os nossos valorosos e intrépidos pré-candidatos recomeçam a percorrer o trecho. Não deve ser fácil mostrar-se num momento tão conturbado, num segmento institucional tão desacreditado, mas como é que se faz? Aliás, pré-candidatura é pra isso mesmo; é a fase em que as caras vão parar na rua, numa espécie de termômetro necessário. Ser um “pré-candidato” não quer dizer estar em campanha, isso é o próximo estágio, depois das convenções. O que o Corvo imagina é que muita gente não vai passar por essa repescagem, ainda mais se avaliar os custos de uma eleição.

 

Política ou futebol?
Corvo, e agora vem a Copa do Mundo. Tudo vai parar em nosso amado país. A turma vai vestir as camisetas das manifestações para torcer, e Deus nos ilumine nos gramados, porque precisamos de um pouco de alegria para ventilar a cabeça de algumas pessoas. Lá pelo final de julho é que o brasileiro vai retomar a vida, aguardando a hora do voto. Esse tempo não passa, né Corvo?
Marcelo Justus D’Almeida

O Corvo responde: pois então, a pátria calçará as chuteiras. Aliás, este Corvo quer corrigir um leitor. A expressão “A Pátria de Chuteiras” não é do grande Armando Nogueira, e sim título de um livro de Nelson Rodrigues, jornalista, escritor, um dos nossos maiores dramaturgos. De fato, o brasileiro muda os ânimos em tempos de Copa, e o estranho é ver muita gente torcer contra a seleção por causa de protesto político. Depois não sabem explicar um fenômeno como a derrota de 7 x 1 para a Alemanha; tanta gente fez força contra a vitória do Brasil na Copa em casa, que isso desembocou nos gramados. O futebol ainda é um ópio popular, não vamos nos esquecer disso, mas também é esporte, é felicidade.

 

Nas novelas
Corvo, você teve a oportunidade ou tempo de ver alguns capítulos da nova novela da Globo? De novo há oportunismo, famílias desagregadas, falsidade, traição, filhos abandonados, pais desatentos, bebedeira, drogas… Aonde vamos parar, Corvo? Será que os autores não encontram mais argumento para entreter os telespectadores?
Maria da Luz Solis

O Corvo responde: prezada, a arte imita a vida, e não existimos mais num conto de fadas, no qual tudo é lindo e maravilhoso, com crianças atravessando um arco-íris cantando! E olha, até nas mais belas fábulas há desgraça, feitiços, ensinamentos… e, no fim, o bem sempre vence, como acontece nas novelas. Os bandidos sempre morrem ou vão parar na cadeia. Mas, respondendo, o Corvo infelizmente não tem tempo para ver a novela; nem ao boteco este passarinho vai por causa do trabalho.

 

 

No rádio

Corvo, a Rádio Cultura de Foz está ganhando um novo horário de audiência, é à noitinha, antes de a Hora do Brasil. Na mesa, Nelso Rodrigues, Vinícius Ferreira, Paulo Mac Donald e outros. O programa bem que poderia chamar-se Balaio, porque o que rende de conversa não é fácil. Ouça, Corvo, e dê a sua opinião.

O Corvo responde: prezado, o Corvo já sabe da novidade, pois muita gente anda com o radinho no ouvido no horário, especialmente quem apela para uma caminhada. “Radinho no ouvido” é uma expressão antiga, mas hoje, apesar da tecnologia, muita gente sintoniza a emissora e leva o aparelho até a orelha para ouvir a turma no debate. O nome do programa é Cultura: Fatos & Versões, e todo mundo está ligado, inclusive o Adálbio, da Calce e Pague… Enviaram a foto dele ouvindo o programa enquanto caminha.

 

Volta para casa
Os aviões argentinos voltaram a pousar em Puerto Iguazú. Dizem em voz baixa que a crise no abastecimento teria apressado o retorno de nuestros hermanos, do contrário corria-se o risco de ficarem para sempre.

 

Ideia
A operação conjunta de socorrer os voos argentinos em Foz despertou uma ideia: construírem um grande aeroporto para as três cidades. Qual a razão de três estruturas, se apenas uma daria conta e economizaria muito dinheiro? Mas onde vão construir algo assim? Tem gente apostando que isso pode acontecer em Presidente Franco, especialmente depois da segunda ponte. Uma empresa multinacional estaria marcando a data para apresentar um projeto.

 

Charge do corvo

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GDIA