10 de maio de 2018
10 de maio de 2018

Divisão anticorrupção
A que ponto chegamos, hein? Precisaram criar uma divisão de polícia para tratar dos corruptos. A decisão acertada da governadora Cida Borghetti é um ponto positivo a mais para o Governo do Estado do Paraná, que sempre está na vanguarda de tantas coisas. O que a gente observa é que não tem outra saída. O Brasil precisa exterminar os corruptos e os corruptores. Mas, infelizmente, como essa gente surrupiou o dinheiro público por muitos anos, não vai faltar trabalho para nova divisão.

 

Comércio ilegal
Leia-se “ambulantes”. É normal encontrar tendas e mesas montadas nas portas de hotéis, esquinas e também na rota dos atrativos. Vendem de tudo, de roupas a pendrives, bugigangas daquelas que esquecemos em casa ao viajar, capas de chuva e afins. E os preços não são mais tão atrativos como antigamente. Esses dias alguém escreveu para o Corvo informando que um marreteiro estava vendendo casacos de couro, na rua, muito mais caros do que na Argentina. O impressionante é que com tamanha demanda de produtos acessíveis do lado de lá da fronteira, com o Duty Free, zona franca e tudo mais que se possa imaginar, ainda há quem faça negócios com ambulantes sabendo que os produtos são pirateados, falsificados — portanto, ilegais. E a cidade está cheia de barraquinhas vendendo CDs, DVDs, aparelhos de controle remoto, malas, bolsas, chapéus… Isso não deveria fazer parte da tal feirinha? Vai ver faltam fiscais.

 

Comerciantes
Corvo, estou acompanhando a gota d’água que derramou o assunto das dificuldades para abrir uma empresa na cidade. Em certa ocasião, minha filha abriu um pequeno restaurante, isso que chamam de bistrô. Não durou nem seis meses e até hoje a coitada trabalha para pagar contas daquele empreendimento. Numa das fiscalizações, ela, de saco meio cheio, disse ao fiscal: “O senhor por acaso fiscalizou aquele trailer ali na esquina, onde não há banheiro, nem água corrente, o lixo fica na rua, as pessoas comem ao ar livre… Isso não requer a sua atenção, senhor fiscal”? E ele respondeu: “Não, os pequenos negócios não nos interessam”. Então veja, Corvo, não quero generalizar, pois há fiscais muito eficientes e que zelam pela coisa pública, mas se fiscalizassem e normatizassem todos esses milhares de pequenos negócios espalhados pela cidade, a prefeitura arrecadaria muito mais do que com os estabelecimentos formais. Se cada um pagasse regularmente a sua “pequena taxa”, os cofres públicos estariam bem mais saudáveis. É preciso justiça nessa área, Corvo.
Antônio Q. Salvio

O Corvo responde: este escriba foi conferir e descobriu que há fiscalização também nos ambulantes e pequenos negócios. As novas tendências, como trailers e food trucks, não ficam fora da mira dos fiscais. E o leitor pode acreditar que muitos desses restaurantes sobre rodas são bem mais higiênicos e possuem mais cuidados com os alimentos do que algumas lanchonetes e restaurantes. O problema é que, em razão da crise, os hábitos alimentares estão mudando. O atual governo municipal estuda uma maneira de desburocratizar e agilizar a formalização dos novos negócios. Voltaremos ao assunto em breve.

 

Desburocratização
O prefeito Chico sancionou a Lei 4.611; ela visa a economizar o tempo do contribuinte nos órgãos municipais. Vários documentos não necessitarão de autenticação, pois os próprios servidores avaliarão a situação. Haverá, portanto, mais “fé pública” por parte de quem está atrás do balcão municipal. O Corvo recebeu uma cartinha sobre o tema, e pelo que se imagina há um certo desconforto entre os cartorários. Alguém está pensando em ingressar com uma medida judicial contra a nova lei, claro, baseado naquilo que diz a Constituição.

 

É assim que funciona
Segundo a carta, “se há uma regra federal, de que as autenticações são necessárias na validação dos documentos, como isso pode ser dispensado assim, sem mais nem menos”? No mundo real, o que facilita para uns pode prejudicar outros, sendo assim criar uma lei é mais ou menos como deitar em cama de faquir ou caminhar na brasa. Mas que a desburocratização é necessária, isso não dá para ignorar. Se Foz é um “eldorado” das oportunidades, deve encontrar um meio de agilizar as coisas, ainda mais numa cidade onde a prefeitura é dividida num mosaico de ambientes, uns longe dos outros. O cidadão fica igual pardal, voando de uma repartição para outra, gastando tempo e dinheiro.

 

Presente de aniversário
Em plena Fespop, o prefeito de Santa Terezinha vira notícia nacional. Quer dizer, nem com Gusttavo Lima, Luan Santana, Fernando e Sorocaba, Jorge & Matheus, Alok, Milionário e Marciano e Jefferson Moraes, a cidade conseguiu tanta publicidade! E agora, como é que faz?

 

Apoiadores
A lista de apoiadores do evento é grande, e certamente as apresentações estão acertadas, logo terão de arranjar um substituto para hastear a bandeira e fazer as honras da casa. Isso se a Justiça não for sensível aos apelos de aniversário da cidade.

 

Área industrial
De acordo com as investigações, as suspeitas recaem sobre transações na área industrial da cidade, por meio de desvalorização dos lotes para uns e valorização para outros. Em outras palavras, parece não haver área industrial que resista às tentações políticas. Mas os advogados estão em cima, e logo teremos a versão do prefeito Cláudio, se é que ele vai querer ou poder falar sobre o assunto.

 

Semana passada
Este Corvo soube com exclusividade que Cláudio Eberhard estaria um tanto agitado na semana passada. O motivo seria a abordagem de alguém, o que lhe teria causado enorme desconforto. Será que a Saruê vazou?

 

Posse concorrida
Nesta quinta-feira, 19 horas, acontece a posse do secretário de Comunicação Social do estado do Paraná, Alexandre Teixeira. Detalhe, será em Foz, terra que o acolheu de braços abertos. Logo, Alexandre vai devolver a gentileza. Se haverá a posse, naturalmente a governadora deverá comandar a cerimônia.

 

Os argentinos ficam
Depois de uns tempos usando o nosso aeroporto, os argentinos pediram mais um tempinho do lado de cá da fronteira. Vai ver, não vão querer voltar nunca mais.

 

Gessani
Phelipe Mansur deixou o cargo de coordenador regional vago. Ele se prepara para enfrentar as eleições; é pré-candidato a deputado estadual. Mudou o governo e seria bem provável que o cargo mais cobiçado de “aspone” governamental sofresse alterações. Gessani foi quem encarou, uma evidência de que não concorrerá à Assembleia desta vez. Quem diria, era um dos candidatos mais prováveis, se dependesse do resultado das últimas eleições. Esse mundo dá voltas, além das pedras que o destino derrama pelo caminho…

 

Movimento
A Avenida Costa e Silva estava bem organizada pelas bandas da Justiça Eleitoral. Prepararam uma senhora estrutura para receber os eleitores que ainda não haviam providenciado as obrigações para votar. No horário do almoço não havia quase movimento, e isso que a turma deixa tudo pra última hora.

 

Preços
Corvo, senhor vive publicando notinhas sobre a disparidade dos produtos no comércio de Foz. Tenho mais um caso para a sua lista, as tintas. Como pode uma diferença de preço de R$ 100 a mais de uma loja para outra? Que coisa, hein? Numa loja a lata de 18 litros custa R$ 100; em outra, a mesma marca, do mesmo tipo, R$ 200! Muita diferença.
Javier G. Munhóz

O Corvo responde: prezado, uns fornecedores compram lotes grandes e direto da fábrica, outros compram em distribuidores, logo os preços são diferentes. E é assim em vários ramos. O comprador deve gastar sola de sapato e conferir os preços, se de fato quiser economizar.

 

Enorme
Corvo, o senhor, que é um pássaro antenado, será que poderia me dizer o que estão construindo no trevo de entrada da cidade? Dizem que é uma daquelas superlojas da Havan, com direito a Estátua da Liberdade. Confere?
Nadir Nunes

O Corvo responde: infelizmente não confere, mas é uma boa notícia, pois se trata de uma loja muito grande da Rede Muffato Max! Será algo extraordinário, garantem os executivos do grupo. O Corvo voltará com detalhes.

 

 

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GDIA