Após sete anos, Foz volta a registrar um caso de malária autóctone
9 de maio de 2018
9 de maio de 2018

Audiência pública
Corvo, viu esta? A vereadora Inês Weizemann quer uma audiência pública para discutir a instalação das lojas francas em Foz do Iguaçu. Engraçado isso, né? Todo mundo sabe que se trata de um esforço de iniciativas privadas e mesmo assim o setor público já fica atravessando.
Márcia Leite

O Corvo responde: o investimento é privado, mas há leis, determinações, regulamentações e desenvolvimento, portanto é também um assunto público, sobretudo quando há um zoneamento a ser respeitado. Audiências públicas são eficientes, pois adiantam os processos no âmbito legislativo, o que pode encurtar o caminho quando houver necessidades de ações da administração.

 

Tolerância
A nota enviada pela leitora acima demonstra a preocupação do cidadão quando os políticos atuam em questões de grande responsabilidade privada. É pra ver como anda o carisma dos nossos representantes. O caso é que o agrupamento social que se entende como uma cidade, um município, é formado por toda uma estrutura legal, e no Brasil os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário são a base do cumprimento constitucional. Sendo assim, o cidadão precisa ter fé e aceitar a realidade. E outra coisa, nem todos os políticos são munidos de más intenções. Audiências públicas são um passo importante para entender o que o povo pensa e de que forma os poderes constituídos devem agir. É uma espécie de bússola para os anseios populares. Isso quando as “audiências” são sérias e bem conduzidas.

 

Atraso
Corvo, isso que a dona de um empreendimento (pizzaria) escreveu em sua coluna na edição de ontem é a mais pura verdade. Hoje ela possui um endereço dos mais badalados e, por assim dizer, classificado na área gastronômica, mas isso se deve ao investimento que fez. Se não fosse cuidadosa, rigorosa e fizesse gastos de vulto, poderia até ter quebrado, como inúmeras empresas que abrem e fecham em Foz. Você já se perguntou, Corvo, a razão de essa rotatividade tão grande de negócios na cidade? Então, o poder público deveria dar o exemplo, não apenas incentivando, mas facilitando a vida dos empresários. Abrir uma empresa em Foz, por enquanto, é uma operação de alto risco.
Valdemar L. Mendonça

O Corvo responde: muitas pessoas se aventuram em negócios sem conhecer o mercado, por isso não prosperam. Hoje há uma rede interessante de apoio aos pequenos e médios negócios, basta o novo empresário assessorar-se e atualizar-se. Mas sobre o apoio do poder público, Foz de longe perde para várias cidades da região. É, por exemplo, muito mais fácil abrir um negócio em Cascavel, Santa Terezinha, Matelândia e Medianeira do que em Foz, onde o progresso aparentemente borbulha aos olhos do mundo. Uma coisa é acreditar no potencial da cidade, outra é lidar com um negócio frente a frente. Foz precisa desburocratizar, facilitar, oxigenar para crescer e gerar empregos sólidos. Não é apenas a vida dos investidores que se complica, a dos empregados também entra em parafuso quando uma empresa quebra.

 

Desenhos velhos
Corvo, os desenhos que ilustram o prédio em obras e abandonado no centro não são novos, como mostrou a reportagem do jornal. Foram feitos no começo do ano passado, portanto vão fazer aniversário. Dá uma pena de ver um espaço daqueles pela metade e apodrecendo.
Mauro M. R. Bento

 

Cadê o atendimento?
Corvo, não é preciso ser engenheiro nem arquiteto, menos ainda entender de construção, para entender as aberrações que são as obras dos dois Centros de Atendimento ao Turista. Um prédio cheio de colunas de concreto, com vigamento que daria para construir mais dois ou três espaços iguais. Um verdadeiro desperdício do dinheiro público. Como é que fica isso, hein?
Carlos Lúcio

O Corvo responde aos leitores: a reportagem foi em cima do Centro de Atendimento ao Turista que está pela metade na Praça Getúlio Vargas, mas a situação e similar na Avenida das Cataratas (como apontou o levantamento jornalístico). No centro, a obra está cercada de tapumes, o que seria uma forma de humanizar o estrago, ou passar pó de arroz na ferida. No eixo turístico, o edifício estava cercado de mato, mas a prefeitura deu uma guaribada. O caso é que os CATs se tornaram um enrosco na vida da prefeitura, porque, dependendo, o município nem pode passar uma mão de tinta naqueles esqueletos.

 

Hoje não
Pois é, Corvo, fiquei sabendo que na semana passada houve um entrevero na porta de um restaurante. Um advogado ia entrando com a mulher e um jovem, aparentemente de língua latina, gritou: “Torturador”! O advogado nem deu bola, mas do nada umas cinco ou seis pessoas cercaram o manifestante e ele ficou quietinho, sem dar um pio. Antigamente faziam esses movimentos na frente de escritórios e empresas de pessoas ligadas à ditadura, mas ficou difícil isso hoje, porque tem uma porção de pessoas defendendo. Como as coisas mudam neste país, né Corvo?
Luciana Prazzelli

O Corvo responde: esses movimentos são um tanto desconexos, tanto para um lado como para os contrários. Esses dias, o Corvo ouviu o discurso de um estudante num bar, na mesa ao lado. A história foi literalmente assassinada, pois ele não tinha a menor noção sobre o que dizia. E pensar que se matam, uns criticando a ditadura e outros defendendo-a. Será que não há um modelo em que o cidadão brasileiro possa viver dignamente, sem precisar brigar na rua? Estudar é uma forma de não precisar agir assim.

 

Dá-lhe, malária
Corvo, esses mosquitos não dão paz na vida da gente, hein? Antes era a dengue, o zika e agora a malária? Eu acreditava que isso já estava erradicado no Brasil. As escrituras parecem mesmo certas: os pecadores serão consumidos pelas endemias e doenças causadas pelos gafanhotos!
Adão Luiz

O Corvo responde: meu caro, o inseto que transmite dengue, zika e malária, definitivamente, não é o gafanhoto. Os gafanhotos devastam os cofres públicos. Um deles inclusive escapou de Curitiba e veja no que deu ao se tornar prefeito de Foz.

 

Fluxo no hospital
Claro que o fluxo no nosso hospital só aumenta, né Corvo? A região toda usa a estrutura! Por isso esse hospital deve ser regional, e não ser bancado pelos iguaçuenses. Foi um erro a cidade ter assumido algo tão caro e difícil de se cuidar. Veja a quantidade de escândalos que já ocorreram lá.
Juarez Porfídio

O Corvo responde: será que foi um erro construir um hospital público para atender a população, sobretudo com o fechamento da Santa Casa? Foi uma iniciativa pública que deu certo durante vários anos, mesmo custando aos iguaçuenses. O desabamento houve pra valer quando os corruptos resolveram tomar o local de assalto. Mas parece que há uma discussão mais aprofundada sobre a regionalização daquela unidade.

 

Candidatos
Pois é, Corvo, esses dias apareceu uma pessoa dizendo-se candidata. Perguntei: “Se nunca te vi na vida, nem meus vizinhos também, como acha que vai nos convencer a votar em você”? O rapaz entrou no carro e foi embora. Ele pediu para o presidente do bairro reunir uma turma, mas só foram sete pessoas, incluindo eu e meus dois vizinhos. Isso porque para nós era só atravessar a rua. Estranho isso, essa leva de gente desconhecida querendo entrar na política. Vou pensar várias vezes antes de arriscar o meu voto.
José Floriano Ruiz

O Corvo responde: é bom que o eleitor pense desta forma e conteste os pré-candidatos. Isso faz parte da democracia, como também faz parte as pessoas colocarem seus nomes à disposição. Mas de fato tem muita gente acreditando que vai dar-se bem na política pelo fato de ser desconhecida.

 

Argumento
O Corvo também ouviu a fala de uma dessas pessoas. A fórmula, para ela, é a seguinte: “Vou me aliar a um candidato à presidência forte, cujas ideias estão sendo bem aceitas pelo povo, o resto é fácil de conseguir, pois sou jovem, bonito e rico. Quem tem tudo isso se dá bem”. Que barbaridade precisar ouvir uma excrecência dessas! Beleza, juventude e riqueza não impressionam mais como antes. Um político precisa ter algo além disso, muito além, aliás.

 

Troféu melancia
Este Corvo plantou uma melancia especialmente para pendurar no pescoço de alguns políticos “marca barbante”, que acreditam que podem esculhambar o processo e, com isto, prejudicar a cidade. Eleição é coisa séria, para gente séria, comprometida com as causas públicas. Não é aventura ou palco para amadores.

 

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GDIA