7 de maio de 2018
Refúgio do adolescente
8 de maio de 2018

 

Incentivo
Alguns estabelecimentos em Foz estão “sentindo-se” como peixes num aquário sem oxigênio. Pensa um empresário investir pesado num estabelecimento de qualidade, empregar mão de obra, apresentar produtos e um ambiente que agrada à demanda e, no fim das contas, no lugar de colher lucros encontrar imensas dificuldades à concretização do negócio? Infelizmente é o que anda acontecendo.

 

Desabafos
As redes sociais estão “de cara” com o desabafo de uma empresária que investiu “os tubos” numa elegante pizzaria. O Corvo conheceu o estabelecimento incógnito (como sempre faz) e pôde atestar que não comeu uma redonda com tanta qualidade nem nos mais badalados redutos dos Jardins, em São Paulo, Bexiga ou endereços dos mais tradicionais. Capricharam em tudo para agradar ao iguaçuense e agora enfrentam um baita sufoco.

 

Comercial?
Esse é o tipo de propaganda que um estabelecimento gastronômico de qualidade não precisa, portanto não vamos revelar o nome, mas a proprietária escreveu: “Após muito espernear paguei mil e alguma coisa e fui monitorada durante toda a obra com relação as notas de prestação de serviço; inauguramos a empresa, corre pra cá, corre pra lá; recebi o IPTU, agora o Alvará; um boleto de 35 mil de ISSQN, pois o fiscal não se dignou a fazer contato com a empresa a fim de solicitar as notas fiscais para fundamentar a analise; passou a vigilância sanitária e autuou porque quer o controle de manutenção do ar (as maquinas são novas e acabaram de serem instaladas); da limpeza da caixa d’água que acabamos de instalar; exames dos funcionários que todos fizeram para serem registrados; exame de potabilidade do gelo e etc…etc…Nenhum deles chegou na empresa e perguntou como esta? Que prazo seria ideal pra fazer tudo isso? Sinceramente tenho pena destas pessoas, a cidade não está preparada para receber um investidor. Entendo que tenha sido saqueada por administrações anteriores, mas ainda está muito aquém das necessidades do empresariado”.

 

Normalidade
Mas se as empresas novas enfrentam esse dilema, não é diferente para quem já está no mercado. Alguns empresários se sentem num “tronco”, pois são açoitados de todos os lados. Não deveria ser assim, pois geram empregos, recolhem impostos, distribuem riquezas. Uma cidade como Foz deveria trabalhar ao contrário, facilitando a vida de quem quer investir e ajudar a melhorar a receptividade do mundo que quer conhecer a Terra das Cataratas.

 

Obras retomadas
Toda vez que escrevemos sobre a Operação Pecúlio, comentamos os virtuais atrasos e prejuízos causados contra a sociedade. Há quem não se sinta confortável e, claro, esperneie. Mas seguimos em frente, porque estamos tratando do dinheiro público. Quando publicamos notícias sobre o término ou retomada dessas obras paralisadas, surgem-nos duas sensações: uma de alívio e outra de tempo perdido.

 

Cálculo
Os procuradores da Justiça e até mesmo os juízes fazem cálculos muitas vezes desconhecidos pela sociedade. A paralisação de uma obra pública teria causado qual tipo de prejuízo, além do dinheiro supostamente ou comprovadamente desviado? Pois este Corvo pode antecipar que os prejuízos são muitas vezes incalculáveis, a começar pelo que é imaterial, como a expectativa da população e sua decorrente frustração, aspectos ambientais, consumo de combustível presumivelmente que se poderia economizar e até os benefícios de um asfalto novo, sem quebrar veículos e furar pneus. Tudo que de algum modo afeta a coletividade pode gerar prejuízos. Sendo assim, dois anos de atraso na entrega dessas obras é um senhor “preju” para o bolso dos contribuintes.

 

A fuga
Tudo bem que o Paraguai anda mudado e o mando político por lá não é igual aos tempos do Stroessner, que acobertava até nazistas, mas alguém duvida de que uma pessoa tão poderosa como Dario Messer não tenha recebido uma mãozinha para evaporar?

 

Los hermanos
Faz algum tempo, o jornal ABC Color vem publicando o aviso de “Buscado”, ou “Procurado”, para o Messer, inclusive com a frase: “Hermano” do presidente Cartes. Disseram para este Corvo que o alerta surgiu na Interpol e que o jornal, oposicionista, fez a propaganda com gratuidade. Óbvio que o Horácio não gostou nadinha da publicação e menos ainda da situação. O “irmão de alma” está dando dor de cabeça.

 

Messer e os negócios
Outra informação dá conta de que os negócios de Messer seguem no mesmo ritmo na área financeira. Ele, faz tempo, separou os negócios da pessoa física, longe de ser um centralizador das operações.

 

Deve aparecer
Se alguns doleiros menos influentes estão dando-se relativamente bem após acordos com a Justiça brasileira, é natural que Messer esteja estudando a possibilidade de se entregar. E é aí que mora o perigo: imagina o tamanho da caixa-preta do homem? No fim das contas é mais seguro viver uns tempos sob a proteção da Polícia Federal do que solto, à mercê dos algozes que andam tremendo igual vara verde. A língua do Messer vale muito mais do que ele inteirinho.

 

Boas relações
Este Corvo deu uma fuçada e descobriu que Dario Messer é um homem muito bem relacionado no campo empresarial fronteiriço. É tido como uma pessoa amável, educada, prestativa no âmbito dos negócios e também ligeiro por natureza. Ele teve tempo de sobra para avaliar estratégias, pois estava cansado de saber sobre as investigações. Há inclusive caça às bruxas no Paraguai para saber quem deu proteção direta ao doleiro, para que pudesse mover-se antes do escândalo.

 

“Cidade Bubas”
Os moradores da maior ocupação do Paraná são bem mais organizados do que se imagina. Estão apostando na posse dos imóveis, e a área funciona com urbanidade, nome de ruas, reordenamento de fluxo e tudo mais, como fosse um bairro normal. O problema maior é quando chove, transformando alguns pontos em lamaçal. Mesmo assim um terreno lá custa mais que em muitas outras localidades.

 

Invasão
Quando um morador do Bubas é questionado sobre onde mora, diz com ares de orgulho: moro na “invasão”. Ninguém usa outro termo. Segundo um comerciante, os moradores são a maior freguesia do Porto Meira e “pagam direitinho” as contas nos vários estabelecimentos comerciais no entrono. Por lá, as coisas ainda funcionam na modalidade “caderneta”. Quem dá o nó no comércio suja a ficha com a comunidade. Em geral as leis nesses locais são um pouco rígidas, para não escrever inflexíveis. Boa parte dos imóveis está em fase de construção, o que serve como um termômetro para avaliar a esperança dos moradores.

 

Ciranda de candidatos
O Corvo é discreto e faz que não vê, mas enquanto um candidato entra por uma porta há alguém saindo por outra no jornal. A agenda de visitas é algo fenomenal. É normal que os políticos encontrem-se e, mesmo sendo desafetos públicos, apertem as mãos e deem abraços e beijos um no cangote do outro. No fim, a redação é o terreno mais firme do armistício temporário.

 

Audição
É importante que os políticos façam visitas assim. É uma maneira de pelo menos saber o que pensam e de como pretendem enfrentar a eleição. Em maioria expressiva, as demonstrações de preocupação são evidentes. O político, seja em cargo eletivo ou não, sabe que o perfil do eleitor mudou.

 

No fórum
Uma autoridade judiciária confidenciou ao Corvo que as pessoas não reclamam ao enfrentar fila em busca da regularização eleitoral. Pelo contrário, esboçam gana de mudar o destino para melhor por meio das urnas. Tomara que isso de fato aconteça. O Brasil somente sairá do atoleiro político caso o eleitor resolva votar com seriedade.

 

Desistência
Algumas pessoas arriscaram testar o nome para as vagas na Assembleia e Câmara Federal. Acontece que as demonstrações de revolta por parte dos eleitores e até familiares são tão grandes que os flaps “já” estão sendo recolhidos. Há quem não aguente esperar o prazo das convenções partidárias. Corre nos bastidores que a mulher de um pré-candidato se mudou para a casa da mãe e disse que só volta caso o maridão “esqueça a sandice de ser político”; ela teria, inclusive, postado isso nas redes sociais.

 

Jazz Cigano
O Corvo foi reservar um ingresso para o evento do próximo sábado e já recebeu um alerta de que restam poucos. Pudera, o ambiente, além de charmoso e confortável, é meio seleto em matéria de espaço. “A Casa” receberá no máximo 80 pessoas para o concerto de jazz do grupo Cigano Quinteto, músicos de qualidade internacional e que acompanham o violonista Yamandu Costa. Aliás, Yamandu está na lista de eventos do local. Quem estiver disposto a disputar os ingressos deve ligar para o Tadeu, no 99804-5469. Haverá, além da música de ótima qualidade, vinhos, frios e pães. A vinoteca ODA fará a honra de apresentar as vedetes do inverno que se aproxima. A proposta de “A Casa” é revolucionária em matéria de propor eventos de ápice cultural. Faltava um espaço assim em Foz.

 

ERRATA
O Sinpef/PR (Sindicato dos Policiais Federais no Estado do Paraná) corrige dados publicados na coluna “Toca do Leão”, deste meio de comunicação. Em nota denominada “Travecos em ação”, ocorrência policial registrada no final de semana foi erroneamente atribuída à Polícia Federal. Tais fatos que se encontram provavelmente sob apuração envolvem servidor do Ministério da Segurança Pública que não integra a carreira policial federal, não porta arma e não desempenha atividades de investigação.
Delegacia Sindical de Foz do Iguaçu — Sinpef/PR

PS: o Corvo publicou a errata nesta coluna como forma de agilizar a comunicação em favor do sindicato. Sendo assim, pedimos a devida licença ao J. Adelino, editor da coluna “Na Toca do Leão”.

 

Filas
Corvo, fiz este registro para mostrar que todos os dias, no horário do almoço, há trânsito pesado no centro de Foz. O Boicy fica assim, sendo necessário esperar o semáforo abrir e fechar várias vezes até se conseguir chegar à Avenida Paraná.
Matheus Sigla Bentenato

O Corvo responde: trata-se de um semáforo de várias fases. Mas esse trânsito é registrado apenas nos momentos de pico, e o tempo máximo até suplantar o trecho é no máximo de dez minutos. É pouquíssimo tempo se comparado com congestionamentos de verdade, que ocorrem nas grandes cidades. Foz ainda possui um sistema viário que não congestiona. O melhor é ter paciência.

 

Share

GDIA