7 de maio de 2018
7 de maio de 2018

Centro de Atendimento ao turista
Então, Corvo, você fez comentários sobre os tais CATs, as estruturas que foram propostas para atender os turistas para a Copa do Mundo do Brasil, portanto obras que não ajudaram sequer nos jogos olímpicos. O atraso é pequeno, só de quatro anos. Pois bem, depois de vários anúncios, o mato cresceu e nada aconteceu, mas a prefeitura deu uma garibada esses dias. No fim ficou pior, porque o mato pelo menos escondia a obra parada. Agora dá pra ver o abandono mais claramente. Isso parece não ter mais explicação, hein Corvo?
Natanael Peixoto

 

Mais sobre os CATs
Corvo, sobre os dois Centros de Atendimento ao Turista, eu tenho o seguinte a relatar: na Avenida das Cataratas há uma enorme estrutura praticamente vazia, onde funciona a Secretaria de Turismo. O tal Centro de Artesanato não poderia ou não pode abrigar uma recepção aos turistas? Qual a razão de ocuparem um terreno ao lado para uma estrutura a mais? Simplesmente acabaram com o estacionamento que havia lá. E o outro prédio, na Praça Getúlio Vargas, é outro elefante branco. Os turistas poderiam muito bem ser recebidos no hall do Palácio Cataratas, onde poderia haver exposições e tudo mais. Peço que publique o seguinte: prefeito Chico, derrube esses esqueletos inacabados, você vai subir muito no nosso conceito, porque aquilo é a marca do fracasso do Reni. Todos os dias, quando passo em frente, lembro os danos que aquele cara causou à nossa cidade… e eu que votei nele e cantei até aquela musiquinha do “40, 40”. É lamentável, mas é verdade.
Márcia R. B. Antonio

 

O Corvo responde aos leitores
De fato, os CATs são a marca do descaso em obras públicas e marcam uma era da qual muitas pessoas querem esquecer-se. Mas é preciso que se lembrem, assim pode ser que a cidade não cometa tantos erros. A visão da leitora Márcia é correta. Há espaços de sobra para criar centros de atendimento. E mais, no dia em que as estruturas forem entregues, quem vai trabalhar nelas? Taí um imbróglio que parece vai continuar incomodando a cidade. No fim das contas derrubar seria uma solução, porque os terrenos são do município. Um empacou uma praça; outro, uma boa área de estacionamento para o edifício ao lado.

 

No futuro…
Na verdade, se forem concretizados os planos de construírem uma nova sede da prefeitura congraçando todas as secretarias e autarquias, sobrarão imóveis na cidade. O prédio da Fundação Cultural, por exemplo, pertence à Justiça do Paraná, e outros tantos que abrigam várias secretarias são alugados. Há sim vários espaços que são da prefeitura e se necessitará destinar atividades, caso do Palácio Cataratas e da antiga Câmara, ao lado, que podem abrigar áreas culturais como museus, auditórios, enfim, o que falta para a realização de uma porção de atividades. É bom saber que a população pensa nessas questões urbanas. O Corvo recebe uma porção de cartas sobre assuntos dessa natureza.

 

Privatização
Corvo, muita gente reclama, mas privatizações, dependendo, funcionam muito bem. Você tem ido à rodoviária de Foz? Antes aquilo era um horror, não dava nem para pensar em usar um banheiro. Privatizado, o espaço parece que foi construído de novo. Penso que tudo que vai para a mão da iniciativa privada anda, porque precisa lucrar. O que você acha, Corvo?
Maurílio Medeiros

O Corvo não acha coisa nenhuma, quem “acha” pratica o “achismo”. O Corvo pensa que a privatização tem suas vantagens quando ações prosperam, como é o caso da rodoviária. Isso poderá dar certo em outra porção de locais, como Centro de Convenções, por exemplo, e até mesmo nos Terminais de Transporte Urbano, caso realizem contratos bem calçados com as empresas de transporte. Ao mencionar o transporte, o Corvo recebeu uma nota interessante (leia a seguir).

 

Autonomia
Corvo, sou aposentado e entendo um pouco do transporte, afinal de contas trabalhei no setor a vida toda. Digo que se deixassem as empresas operarem o sistema, não teríamos tanta dor de cabeça, os ônibus não andariam tão lotados e aumentaria até o número de usuários. Quem se meteu a fazer o sistema de Foz entende de cozinha, criação de galinhas, venda de pastel, de tudo, menos de transportar gente, e o Foztrans a essa altura já sabe disso. Não entendo a razão de ficarem persistindo em tantos erros. É tudo tão simples, bastaria convocar uma reunião com as empresas e o sindicato dos motoristas, que os problemas desapareceriam em uma semana. Os motoristas e os cobradores sabem das deficiências porque lidam com o povo e ouvem as reclamações.
Pedro J.

O Corvo responde: pode ser, seu Pedro, mas isso é uma questão de administração pública, e há leis que norteiam o sistema, sendo assim o Foztrans pode estar engessado para cumprir o que está nos contratos. Mas num ponto o senhor tem razão: conversando todos se entenderão e poderão surgir ideias muito produtivas. Poderiam inclusive ouvir os representantes dos bairros. Seria um modo de atenuar a tensão, porque empresários não gostam de perder dinheiro, e o povo merece o atendimento pelo preço alto da tarifa. Afinal de contas implantar um sistema custa milhões. Mas a prefeitura está estudando o assunto. Vamos ver quando sai uma fumaça branca dessa chaminé.

 

Ensino produtivo
Corvo, é aquela coisa, o crime está sempre à frente. Agora os doleiros presos darão aulas para a polícia no combate aos crimes financeiros. Não demora se tornarão delegados, agentes e tudo mais. E se os doleiros pé de chinelo são capazes de ensinar os policiais, um Dario Messer da vida diplomará em mestrado e doutorado os seus alunos. Pelo visto ele é “o cara” das peripécias monetárias.
Valério Brás

 

Messer
É pra gente ver o paraíso fiscal que deve ser o Paraguai e a gente não sabia. Se um cara como o Dario Messer era “hermanito” do presidente, imagina se não pintava e bordava? Não vão encontrar o figura nunca naquele país. É muito mais fácil ele se entregar, porque sabe que não fica muito tempo na cadeia, como todos não ficam.
Jaime Cordeiro

O Corvo responde: isso de doleiros ensinarem seus truques à polícia pode ser novo no Brasil, pois em países como os Estados Unidos a função é antiga. Há até filmes sobre isso. Um deles foi estrelado pelo Leonardo Di Caprio, na pele do megagolpista e falsificador Frank Abagnale Jr. — que, aliás, preside hoje uma multinacional especializada em combater fraudes e crimes contra as finanças públicas e privadas. Ficou mais rico combatendo o crime do que atuando nele.

 

Lula no cárcere
Corvo, Corvo, Corvo… alguém me revelou algo interessante: muitos agentes e pessoas que mantêm contato diário com o Lula na prisão em Curitiba garantem que ele está saindo-se muito bem, a começar pelo ótimo relacionamento com o povo ao seu redor. Até alguns delegados se divertem ouvindo as histórias do ex-presidente. Não adianta, Corvo, o homem tem o seu carisma.
LCV (O leitor pediu para não ser identificado.)

O Corvo responde: é bem provável que isso seja verdade, porque Lula sabe que o caminho é a cordialidade, especialmente na prisão. Mas o Corvo foi investigar e parece que não é bem assim, com essa folga que Lula está na PF. Os horários são rígidos, a comida é servida nos horários certos, e ele está cumprindo as regras, pois disse para alguém que “quer dar exemplo”. Enquanto isso, os advogados brigam para reverter a prisão. Libertar Lula ou atenuar sua pena parece ser o “x” do problema para a Justiça brasileira. Isso é o calcanhar de Aquiles.

 

Crimes
Corvo, esse tal foro privilegiado deveria acabar em todos os sentidos, um político ou pessoa com estudo merece cadeia igual aos demais criminosos. Para quem roubou, matou, estuprou ou lesou os cofres públicos não deve haver moleza. Quer dizer que um criminoso com diploma pode ter mais regalias que outros? E que um deputado ladrão pode ter tratamento diferenciado por que foi eleito? Olha, Corvo, isso está tudo errado.
Mariel Andrade

O Corvo responde: prezada, a discussão é um pouco mais abrangente se é que se refere à discussão no Supremo. Lá estão tratando dos processos de pessoas que possuem uma relativa imunidade em relação à lei. Mas no geral tudo isso depende de uma reforma no Judiciário. Para variar, os deputados e senadores são quem fará as leis. Aliás, o Brasil vive carecendo de reformas, no âmbito penal, tributário, judicial e assim vai.

 

Calçadas
Prezado senhor Corvo, enfim resolveram levar mais a sério essa questão que envolve as calçadas de Foz. Eu arrumei a minha, fiz tudo de acordo com as exigências, mas na minha rua poucos cumpriram as determinações. Dá uma vergonha ver as pessoas caminhando na rua porque não há como andar nas calçadas. Depois acontece um atropelamento, e a culpa é de quem? Do pedestre, do motorista ou de quem não fez o dever de casa, construindo um local seguro para as pessoas usarem? Se a prefeitura multar ou agir com dureza, todo mundo se coça e arruma a calçada.
Jandira Martinho Guss

O Corvo responde: verdade, verdadeiramente verdadeira a sua observação. Trata-se de um projeto muito sério e que infelizmente não foi bem assimilado nem pelos donos dos imóveis e menos pelas autoridades, pois o piso para os pedestres em Foz é uma vergonha. O que não falta é buraco para quem caminha também. Todo mundo sofre, dos deficientes aos que praticam esporte. Agindo no cumprimento da lei, a prefeitura não vai perder votos.

 

Candidaturas viáveis
Corvo, parece mentira, mas as pessoas estão levando mais a sério esse assunto de apoiar quem de fato tem condições de se eleger. Parece que finalmente a cidade acordou para isso, para o fato de que precisamos de representantes em condições de deliberar e, mais do que isso, de se elegerem. Na minha rua (Jardim São Paulo), isso começou com um bate-papo entre amigos e agora está virando agenda para receber os candidatos. Queremos sim ouvir deles o que podem nos oferecer. Semana passada apareceu um candidato por lá e no rol das perguntas uma novidade: “Seu partido tem condições de te eleger?”. E depois disso dá-lhe o povo fazer contas sobre isso. E é bem assim, de nada adianta se esforçar ou acreditar em quem não tem chances de chegar lá.
José António Martinelli

O Corvo responde: perfeito, prezado leitor, é no que este Corvo também acredita. Há sim candidatos com potencial e pessoas de qualidade. Basta pesquisar e conversar com elas. A eleição deste ano pode ser decisiva para tirar o Paraná, o Brasil e muitas cidades do buraco. Há pessoas com boas intenções e soluções para cada um dos problemas mais graves.

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GDIA