Prefeitura quer ajustar a lei para pressionar instalação de calçadas
5 de maio de 2018
5 de maio de 2018

Blue Park
A Rede Mabu, diga-se, uma empresa familiar e paranaense, vai construir um “senhor” empreendimento, e isso é possível dimensionar pela quantidade de funcionários. Uma demanda de 2,5 mil vagas de trabalho em geral se dá na instalação de multinacionais; muitos municípios não possuem essa quantidade de servidores. Para terem uma ideia mais comparativa, o Hotel Carimã, quando era o maior do Paraná, não mantinha mais de 350 colaboradores. O empreendimento da rede hoteleira Mabu pode converter-se na maior empresa de turismo abaixo da linha do Equador.

 

Fartal é show
A Fundação Cultural anunciou as atrações da festa de aniversário da cidade e já causou grande expectativa. É provável que dias antes de abrirem o CTG Charrua pessoas estejam acampadas nos terrenos ao lado. Quem vai querer perder um show da Elba Ramalho ou das bandas Jota Quest e Nenhum de Nós? E tudo de graça, o que causa mais empolgação ainda. O Corvo quer garantir um poleiro.

 

R$ 14,5 milhões!
É o valor que o MPF quer de volta aos cofres públicos, mas segundo informaram a este Corvo não é a conta final da lambança. Os bloqueios dos bens de Reni Pereira e de outros são de apenas algumas ações na área da Saúde, mais especificamente ao que foi pago, indevidamente, ao laboratório de análises clínicas.

 

Qual o tamanho?
O tamanho do quê? Do rombo total? Disseram ao Corvo que isso ainda é incalculável, pois na coisa pública agrega-se um valor muito maior quando a falta de atendimento retarda o desenvolvimento e, em muitos casos, causa vítimas. O buraco deve passar de um bilhão.

 

Quem vai pagar?
Quem conhece o assunto garante que os R$ 14,5 milhões em bloqueios são praticamente uma raspa no tacho em matéria de bens dos envolvidos. E como vão custear o “preju” nas outras ações?

 

Pneus
No mínimo houve uma informação sobre os pneus que foram furtados do pátio do DRM. Os ladrões realizaram uma operação para surrupiá-los. Pelo visto foi algo muito bem estudado. A prefeitura deve instaurar uma sindicância. E no mais, se havia itens de tanto valor, está aí uma razão para destacar a guarda patrimonial, no caso a GM.

 

Receptadores
Segundo informaram, a inteligência da polícia teria identificado uma lista de receptadores na região. A operação se estende de Foz a Matelândia. Antes os produtos eram comercializados nas “bocas de porco” da fronteira; agora, o que é furtado, de eletrodomésticos a cabos de energia, estaria sendo esquentado por notas fiscais e revendido em cidades distantes. Que barbaridade, deram um jeito de esquentar os produtos receptados. Mas se as informações conferem, é logo que essa gente vai pagar. Coisa mais chata é o trabalhador pagar a prestação de um eletrodoméstico, TV, aparelho de som, computador para um filho estudar, e uma rede de vagabundos roubar para alimentar o tráfico. É até difícil descrever a indignação das pessoas.

 

Proibição
A atual legislatura trabalha bastante, disso o cidadão não pode queixar-se, e num geral está tentando a todo custo imprimir um ritmo que diminua o desgaste no setor político. Isso se deve ao espírito de “sargentão” do vereador Rogério Quadros. Mas os atuais vereadores parece que gostam de meter a mão no vespeiro. Deveriam deixar de lado esse assunto de proibir a inclusão do ensino de ideologia de gênero nas escolas de Foz. Sabiam que renderia polêmica e, claro, ajudaria a ampliar o desgaste. É o tipo de assunto que poderia ficar nas asas da Constituição Federal.

 

Rigor
Celino Fertrin usou um termo um tanto complicado para justificar que há pais mais “rigorosos” na educação dos filhos. Da maneira com a qual se expressou, a impressão é a de que ainda vale a “lei da palmada”, do chinelo, do rabo de tatu, e ajoelhar no milho é uma maneira de aprender lições. As coisas mudaram, as crianças estão antenadas para o mundo, em muitos casos possuem mais conhecimento que os pais. A discussão sobre a ideologia de gênero ajuda a diminuir o bullying e o atrito entre alunos e professores — e, de certa forma, a proibição estenderá uma aura sobre aquilo que pode ser encarado como prevaricação. Como um professor vai encarar uma discussão entre alunos se não poderá aconselhar sobre determinados assuntos?

 

Radicalismo
Os jovens estão sendo subestimados. Se não discutirem essas questões mais agravantes do comportamento na escola, perderão o eixo, porque infelizmente as famílias não dão mais conta do diálogo. Se os pais antes encontravam dificuldades de conversar com os filhos, hoje a situação é bem pior. Este colunista não é a favor nem contra as posições de vereadores, pais, mestres e aquilo que a sociedade pensa e acredita; acreditamos na evolução do ser humano — e proibir, hoje, a discussão de temas tão sensíveis seria como procurar de volta o caminho para as cavernas. Filhos bem criados, numa família firme e atenta, não correm o risco da manipulação. Pensar assim é assumir a fragilidade na educação. Bola fora proibirem a discussão.

 

Teleférico
Muita gente levou a notícia como fosse uma brincadeira ou, no mínimo, algo surreal, pois onde se viu realizar algo tão maluco, tipo bondinhos ligados por cabo, no encontro das águas dos rios Iguaçu e Paraná? Mas acontece que o projeto é sério e extremamente viável, a começar pelo potencial financeiro.

 

Luiz Fernando Vianna


O Corvo entrou numa fria ao anunciar a presença do Luiz Fernando Vianna no programa Conversa com Bial. Não houve erro, pois de fato um Luiz Fernando Vianna foi entrevistado, mas no caso não o ex-diretor-geral de Itaipu, e sim um jornalista, escritor, supergente fina, que abordou o autismo. Além de homônimos, são parecidos — e, como as chamadas do programa eram rápidas, qualquer pessoa erraria. Além do nome, a cara é igual.

 

CATs
Verdade, o Corvo recebeu cartas de leitores reclamando do estado de abandono dos Centros de Atendimento ao Turista. E olha que parecia um assunto resolvido, mas pelo visto a coisa não anda mesmo. Lamentável! Não vai demorar, as estruturas deteriorarão e a solução será a demolição. Como sabemos, em Foz, o patrimônio é literalmente tombado, não fica pedra sobre pedra.

 

Espaço cultural
A cidade será premiada com um belo espaço para a cultura. É uma iniciativa privada que propõe boa música e boa mesa. O Corvo voltará com mais detalhes, inclusive anunciando um evento programado para os próximos dias. Quem curte um bom vinho e gosta de jazz que se prepare.

 

Plano de segurança
Muita gente se pergunta: como a União vai elaborar um plano de segurança para Foz? Tomara que não seja na base da intervenção. Alguém ligou para o Corvo animado, pois teria ouvido que baixariam um decreto nos moldes dos antigos LSNs, ou locais administrados pela Lei de Segurança Nacional. Para quem não lembra ou não sabe, prefeitos eram indicados. Isso não vai chegar a tanto, certamente.

 

Política diferenciada
Há quem prefira um muro em volta da cidade — e coisa difícil é isolar Foz mais do que já está. A cidade é sitiada pela fronteira ou possessões federais: de um lado o PNI, de outros Itaipu, Paraguai e Argentina. Os cidadãos não são donos de absolutamente nada. Tudo pertence aos países vizinhos ou à União. Até o acesso é federal, e se precisa pagar pedágio para entrar ou sair.

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GDIA