3 de maio de 2018
3 de maio de 2018

Nossas desculpas
Em nome do bom jornalismo, desculpamo-nos formalmente com a Unimed Foz por estar ao lado dos usuários dos planos de saúde. Receber reclamações não é um privilégio da Unimed em Foz do Iguaçu. Os planos de saúde estão entre os alvos dos consumidores. Apenas publicamos a carta de uma usuária queixando-se do percentual de devolução, segundo ela, toda vez que precisa consultar fora do plano, quando não pode ser prontamente atendida pela operadora. Diga-se, uma carta bem mais curta que a reclamação da Unimed. Bom, em todo caso, cedemos o direito de resposta.

 

Chico, um ano
Ele comemora com certa precaução, pois sabe que a paciência da população não é tão elástica. O prefeito diz que equilibrou as contas e recuperou a credibilidade do município perante os parceiros e fornecedores. Falta agora levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima, coisa que não é tão simples, levando em conta o descrédito da política e da coisa pública diante do cidadão. Taí uma tarefa que não é fácil.

 

Um ano é pouco?
Chico é criticado, mas até mesmo o pior dos críticos fala com cautela, sobretudo ao relembrar o desastre causado pelo governo antecessor. Bem, não foi apenas um desastre, e sim o maior “strike” municipal causado por um governante e que ainda vai levar um tempo até ser esclarecido na Justiça. Porém o tempo passa e cada minuto aumenta a necessidade por ações e obras. Chico sabe disso e deve comungar da situação com os secretários. Ele aceitou a missão e terá de encará-la. Se ficasse na Assembleia Legislativa, hoje seria “pedra”, mas como preferiu disputar a prefeitura, terá de se proteger da condição de “vidraça”.

 

Sentimento
Há muito pesar em razão da despedida do empresário Pedro Grad Roth, um homem dinâmico, muito ativo em vida, alguém que investiu, expandiu, acreditou no potencial da cidade. Foi sim um pioneiro e, mais do que isso, um grande batalhador, generoso e que também sofreu com os altos e baixos do segmento. Sofreu e encarou. Aqui os mais profundos votos de nosso sentimento de dor e já de saudade.

 

Operação Muralha
Este Corvo chegava a Foz do Iguaçu e, no contrafluxo, viu o tamanho da fila que se formou na BR-277. Muita gente fazia a volta com cara feia. Mas como é que se controla uma fronteira sem esse tipo de ação? É um preço muito pequeno a se pagar pelo tamanho do estrago causado pelo tráfico de armas e de munições, que está transformando as cidades brasileiras em praças de guerra. Um cidadão de bem deve encarar a fila e a revista com naturalidade.

 

Incêndio
São chocantes as imagens do incêndio e do edifício desabando em São Paulo. Surreal ver um homem sendo salvo pelos bombeiros, mas sem chance contra a violência do desmonte do prédio. Não dá para acreditar num número tão baixo de vítimas, e mais chocante é saber como atua a máfia que lucra em cima dos sem-teto. Que barbaridade. É triste ver como inescrupulosos se aproveitam do desespero de quem não tem onde morar.

 

Temer e o fiasco
O presidente foi demonstrar sua humilde solidariedade às vítimas da tragédia e, para variar, falou além da conta. Disse que pegaria mal as pessoas saberem que ele estava em São Paulo sem passar pelo local. Levou foi uma merecida vaia. As invasões são decorrentes da falta de um programa sério de moradia, de planejamento e também em razão da corrupção, que suga o dinheiro que poderia amenizar o drama.

 

Funrebom
E sem o repasse do Fundo de Reequipamento do Corpo de Bombeiros, advindo da arrecadação do IPTU, acendeu uma luz vermelha na corporação. O comandante dos bombeiros de Foz está preocupado. Muita gente pensa que o equipamento dos bombeiros está sempre novinho, guardado e brilhando nas garagens. Quando a gente vai procurar um veículo usado, é normal ouvir: “Este carro é mais revisado e conservado que caminhão do Corpo de Bombeiros”. De fato, os equipamentos são conservados porque os bombeiros são cuidadosos e sabem do risco de não contar com eles no momento de um atendimento. Mas sem dinheiro tudo fica mais difícil, a começar em tempos de seca. Taí um problemão para os soldados do fogo. Quando acontece uma tragédia como a de São Paulo, essa luz vermelha pisca na cabeça da população inteira.

 

Piadinhas
E não bastasse a dor de cabeça com a possibilidade de não ter dinheiro, os bombeiros ainda precisam lidar com as molecagens de alguns irresponsáveis. Tem gente que se diverte causando alarme falso. Isso mobiliza equipes, gasta combustíveis e, para variar, enquanto um caminhão sai para atender a um chamado falso, pode acontecer uma ocorrência verdadeira em algum lugar da cidade.

 

36 anos
E hoje a vizinha Santa Terezinha de Itaipu está de aniversário. Este Corvo se lembra bem do dia da emancipação, um trabalho, aliás, realizado pelo Tércio Albuquerque quando deputado. Aqui vai um abraço apertado do Corvo aos cidadãos da próspera cidade!

 

Credenciamento
Parece que a Câmara Municipal de Foz do Iguaçu estará mais atenta ao exercício de jornalismo por parte de algumas pessoas que se apresentam como profissionais. Ao que consta, o credenciamento será uma medida inevitável. Que critérios utilizarão, este Corvo ainda não imagina, mas em boa parte dos órgãos públicos pelo Brasil a exigência é a carteirinha de jornalista, impressa pela Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas), um documento intermediado pelo Sindicato dos Jornalistas. Mas, segundo disseram ao Corvo, cada veículo credenciará os seus repórteres e fotógrafos, cinegrafistas, etc., por meio de um cadastro simples. Quem não está em acordo com as regras do jornalismo profissional pode ficar do lado de fora da mureta.

 

Gripe e dengue
Por que será que as pessoas vão aos postos de saúde procurando a vacina contra a gripe e fogem das campanhas de vacinação para combater a dengue? Não dá para entender, pois em alguns casos a picada do mosquito é muito mais letal. Isso de não levar a dengue a sério é uma catástrofe. Com a morte de uma idosa na sexta-feira, por causa da gripe H1N1, houve um aumento da procura pelas vacinas. Será que não seria o caso de anunciar com destaque as vítimas da dengue? O Corvo não quer acreditar nessa “estória” de que o povo tem medo da picada da agulha, ou das crendices que inventaram sobre a vacina.

 

Foro privilegiado
O Corvo publicou uma notinha na edição de ontem sobre a possibilidade de o ex-prefeito Reni Pereira disputar as eleições visando a uma cadeira de deputado. Isso foi o suficiente para uma enxurrada de cartas enviadas a esta coluna. O problema é que a maioria é impublicável, contendo ofensas de todos os tipos. Até este colunista foi acusado de “estar fazendo campanha” para o Reni, o que seria algo bem improvável, não é? Mas a intenção da nota publicada foi demonstrar que os políticos buscam um mandato para garantir o foro privilegiado. E o Supremo Tribunal Federal (STF) está retomando o julgamento sobre a restrição ao foro por prerrogativa de função para deputados e senadores. Até o momento, há maioria de oito votos a favor do entendimento de que os parlamentares só podem responder a um processo na Corte se as infrações penais ocorrem em razão da função e são cometidas durante o mandato. Se bem que quase todas as ações hoje em discussão são de casos ligados à corrupção. E onde um político é corrupto sem depender da função?

 

E se não der?
Caso contrário, os processos deverão ser remetidos para a primeira instância da Justiça. O julgamento começou no dia 31 de maio de 2017 e foi interrompido pelos pedidos de vistas dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. O relator, Luís Roberto Barroso, votou a favor da restrição ao foro e foi acompanhado pelos ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Cármen Lúcia, Edson Fachin, Luiz Fux e Celso de Mello. Faltam os votos de Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski. As discussões prometem o acaloramento emocional, enquanto os políticos se perdem em meio às montanhas de unhas roídas. Vai chegar o dia em que certas pessoas pensarão duas ou três vezes antes de arriscarem uma candidatura. Tomara. O processo de purificação do meio começa por aí.

 

Invasão
Este Corvo apurou que muitas residências estão sendo invadidas de uns tempos para cá. Estima-se que, em boa parte, a ação seja cometida por menores, claro, incentivados por maiores. É o vício que faz um jovem pular um muro e surrupiar bens alheios. Outro dia um desses ladrões disse, em entrevista: “Eu roubei para comer, para sustentar o meu vício”, como isso fosse uma atenuante. Que tal trabalhar para comer e também para sustentar o vício? Triste é o fato de um trabalhador dar o sangue para possuir um bem, e um vagabundo roubar.

 

Receptação
A polícia está de olho numa porção de bocas de receptadores. Os pivetes e meliantes arrombam residências e depois vão a esses locais trocar o furto por dinheiro ou drogas. Pasmem, algumas mercadorias furtadas são revendidas com a maior tranquilidade, sem o mínimo pudor. Cadeia para os receptadores! Eles são fonte de incentivo para os arrombadores.

 

Lojas francas
Prezado Corvo, estou acompanhando o caso das free shops pela sua coluna e, francamente, estou muito curioso para saber no que vai dar. Você parece que sabe das coisas, mas não quer se abrir pra gente. O que sabemos é que estão em dúvida sobre a instalação das lojas francas em dois locais distintos. Por que não investem antes em apenas um projeto viável, para fazer um teste? O negócio é pôr isso em prática de uma vez. Se já existe um projeto, Corvo, como você escreveu, seria bom incentivá-lo, não acha? Ou vamos perder para outra cidade?
Rolando O’Guedes

O Corvo responde: é bom saber que as pessoas estão atentas à discussão. O Corvo só viu um projeto, porque pelo que sabemos só há de fato uma iniciativa, e ela está bem adiantada. Infelizmente o Corvo prometeu confiabilidade e sigilo, mas está com coceira nas mãos para antecipar a novidade. Ao que consta, em breve ela se concretizará.

 

Elogio para a Saúde
Deveriam criar uma lei para que todos os políticos eleitos usassem o Sistema Único de Saúde, sem exceção… de vereador a presidente. Tenho a certeza de que teríamos ótimos e muito bem equipados prontos-socorros, postinhos de saúde e hospitais. O de Foz do Iguaçu merece aplausos… em todos os quesitos. Não sei quem é o nosso secretário de Saúde. Não sei quem é o responsável pela administração do Hospital Municipal… mas merecem o meu respeito. Desde o pronto-socorro até a cirurgia e pós-cirurgia, você nota a dedicação dos funcionários, mesmo que alguns não desempenhem bem, mas são poucos. A maioria absoluta é dedicada, atenciosa e competente. De verdade mesmo, estou orgulhoso de ter em Foz um hospital público como este. Sem fazer politicagem, quero dar os parabéns ao prefeito Chico, ao vice Bobato, à ex-secretária de Saúde Inês, e ao secretário atual e administrador que não conheço. Vocês estão realmente olhando pela saúde de nosso povo de Foz. Obrigado.
Arif Osman

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