2 de maio de 2018
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2 de maio de 2018

Teleférico
Que maravilha! Agora teremos também um teleférico! Diga-se, transportar pessoas penduradas em cabos de aço é uma das mais antigas ideias de contemplação turística no mundo, e isso finalmente pode chegar à região trinacional. Há notícias correlatas no jornal A Notícia, editado na década de 50 pelo João Lobato Machado, pai do Sérgio. Isso quer dizer que a aspiração é muito antiga, possivelmente dos tempos do Moisés; o Bertoni, não o Moisés que abriu o Mar Vermelho. Por ele não haveria ponte, teleférico nem nada, pois bastaria levantar o cajado que o Rio Paraná se abriria num piscar de olhos.

 

Bertoni
O caso é que, de tão criativo e futurista, Bertoni chegou a estudar a possibilidade de construir um teleférico entre Puerto Victória (Puerto Iguazú) e Puerto Franco, no Paraguai. A etapa de ligação com o Brasil aconteceria numa terceira etapa. Assim que o engenheiro Augusto Ferreira Ramos colocou em funcionamento o bondinho no Pão de Açúcar, teria sido contatado por Moisés Bertoni, que lhe entregou uma carta hidroviária recém-desenhada pelo Marechal Cândido Rondon. A Baía da Guanabara e outras maravilhas do Rio começaram a ser contempladas em 1912. Para quem não sabe, o teleférico que leva hoje ao cume do Pão de Açúcar foi o terceiro a ser construído no planeta. Mas inicialmente a ligação ocorria entre a Praia Vermelha e o Morro da Urca.

 

Atração milionária
O negócio dos teleféricos é mais lucrativo que muitas atividades que exploram o turismo, enquanto segmento dos mais produtivos. O bondinho do Rio recebe cerca de 2.500 visitantes ao dia e, desde que passou a operar, já carregou mais de 37 milhões de pessoas. Vamos imaginar uma tarifa de uns R$ 50 por pessoa? Isso pagaria o investimento rapidamente.

 

Complexidade
Mas infelizmente, mesmo com os prefeitos eufóricos, uma obra assim esbarrará na burocracia de três países, nas leis ambientais e numa lista enorme de impedimentos, mais até que a construção da segunda ponte com o Paraguai, que ainda não saiu do papel. Entretanto, como é uma multinacional que está à frente da iniciativa, é provável que os trâmites se adiantem. Sem dúvidas isso agregaria imenso valor ao desenvolvimento da região.

 

Argentinos não querem
Embora o presidente da Câmara de Comércio de Puerto Iguazú, Alejandro Monzon, tenha participado da reunião promovida pela empresa Doppelmayr, a iniciativa de ligar a cidade argentina com o Brasil e Paraguai, por meio de um teleférico, parece não ter sido bem aceita entre os políticos. Bom, coisa difícil é político argentino acreditar em alguma coisa. Mas o embaraço parece estar sendo criado desta vez pela Gendarmeria, que precisaria instalar uma guarita no ponto de chegada do lado argentino. Que barbaridade!

 

Cobra criada
Essa empresa Doppelmayr é “cobra” na construção de cabines e unidades de teleféricos. Constrói trens e o que se pode imaginar em matéria de transporte contemplativo e seguro. O Corvo fez questão de pesquisar, porque recebeu uma cartinha descrente de um leitor dizendo desconhecer a multinacional.

 

Reni candidato
Alguém ligou para o Corvo informando que o ex-prefeito Reni Pereira vai tentar lançar candidatura neste ano. Não é de se duvidar, pois um mandato é uma das maneiras de se proteger da Justiça. Se bem que hoje as cadeias estão cheias de deputados, senadores, prefeitos e vereadores. O problema do Reni nem é arranjar uma candidatura, difícil é saber onde ele vai buscar os votos, diante da propaganda que em nada o tem beneficiado ultimamente.

 

Dupla
A informação beira o fantasioso, mas não é de se desprezar a possibilidade de Reni lançar uma dobradinha com a mulher, Cláudia; ele para estadual e ela com foco na Câmara Federal. Cláudia anda um tanto sumida dos redutos iguaçuenses, mas tem feito aparições em várias cidades nas quais se diz atuante em sua labuta na Assembleia Legislativa.

 

Os políticos trabalham
O Corvo tem recebido mensagens de muitas pessoas sobre a abordagem dos políticos em períodos pré-eleitorais. Em maioria, as pessoas não se sentem confortáveis com a abordagem e não gostam nada da guerra pelo voto, e isso tem explicação: a política nunca esteve tão em baixa. Mas a oportunidade é muito boa para o cidadão — que é o eleitor — discernir entre a demanda de candidatos. Há quem faça até lista comparativa. Uns descartam os nomes que vão surgindo de pronto, outros preferem estudar a movimentação de quem se coloca à disposição. O exercício político, por força da ocasião, tornou-se uma espécie de peneira. Os grãos bons vão ficando na disputa.

 

Exercício no feriadão
Houve uma discreta atividade no setor pré-eleitoral no final de semana. Ao que consta, as pessoas receberam visitas entre sábado e ontem, feriado do Dia do Trabalhador. E em casa, as pessoas dão “uma passadinha” nas redes sociais. O Corvo recebeu estas notas:

 

Na rede
Olá, seu Corvo, sou sim ligado nas redes sociais e presto muita atenção no que fazem os políticos. O senhor sabe que hoje em dia qualquer errinho causa estrago na imagem de quem espera se mostrar. Vi de tudo, vídeos, conversa fiada, até aquelas propagandas meio que antecipadas, só faltando o número do candidato. Há quem se considere eleito antecipadamente, o que é um erro. Outra coisa, cansei do “vou fazer isso”, “vou mandar fazer aquilo”. Candidato não manda em absolutamente nada, tem mais é que ser sensível em favor do povo. Mas há também os candidatos mais cautelosos, que apontam situações que a população não percebe. Esses começaram a chamar a minha atenção. E o senhor tem razão, Corvo, a rede social eleva, mas destrói imediatamente quem não sabe usar a ferramenta. Tudo é muito rápido, e quem “não se virar nos 30” já era. Mas as redes sociais são importantes sim.
Heleno F. B. Roccio

 

Gostei do Vermelho
Pois então, Corvo, no meio dos apelos nas redes sociais, no final de semana, a que mais chamou a minha atenção foi a manifestação do Vermelho. Inteligentemente ele aproveitou o Dia dos Trabalhadores para homenagear os colaboradores, em especial o seu Aínton Lima, que trabalha em sua construtora há 32 anos. É o funcionário mais antigo de lá. Quem possui responsabilidade social sabe e valoriza a mão de obra. Considero isso muito importante no perfil de alguém que se dispõe a defender a população. Ponto para ele!
Vasco Ramires

 

Unimed
Em carta enviada ao Gazeta Diário, a prestadora de serviços reclama: “Na data de 06 de abril de 2018, foi publicada na coluna “Bico do Corvo” uma nota de alguém que não se identificou, reclamando da operadora de plano de plano de saúde Unimed Foz do Iguaçu sob o título “Unimed Medonha”. No entanto, a pessoa que não se identificou traz informações inverídicas e, além de tudo, difamatórias contra a Unimed Foz do Iguaçu, estas que ainda foram complementadas pelo jornal, que em nota abaixo da reclamação, ampliou o impropério sem querer declinar qual o caso ali tratado ou dar à operadora de plano de saúde o sagrado direito ao contraditório, ou, ao menos, de explicar sobre a questão ali apresentada. A Unimed Foz do Iguaçu possui profissionais 174 (cento e setenta e quatro) médicos, com 53 (cinquenta e três) prestadores de serviço, atuando na região de Foz do Iguaçu há 28 anos, tempo em que construiu um nome que reflete a confiança dos seus usuários no sistema. Além disso, possui ouvidoria estabelecida pelo telefone 2102-7600 e email ouvidoria@unimedfoz.com.br para atender a qualquer questionamento e, nunca se furtou de explicar ou sanar qualquer descontentamento manifestado pelos canais competentes, tanto que é fiscalizada pela Agência Nacional de Saúde, PROCON, e demais órgãos municiais e federais de controle, não existindo qualquer pecha ou mancha que possa denegrir o seu nome”.

 

E segue a Unimed…
“É legítimo que os meios de comunicações informem a sociedade em geral, das notícias e críticas, mas devem primar pelo direito de honra objetiva e subjetiva das pessoas físicas ou jurídicas, abstendo-se de valorações pejorativas e desarrazoadas, principalmente, sem ouvir previamente a empresa ou sem praticar o bom jornalismo que demanda uma melhor investigação antes de manifestar juízo de valor tão grave contra a operadora de plano de saúde.”

 

E a Unimed complementa…

“Não há em nossos registros, qualquer reclamação que possa identificar qual o problema ou questão apresentada pela usuária anônima e publicada pelo jornal, daí que sequer o direito sagrado de defesa pode ser exercido pela Unimed nesta oportunidade, sofrendo abalo moral porque a nota publicada lhe é extremamente ofensiva quando utiliza termos desonrosos que agravam sua imagem perante o público iguaçuense. Outrossim a Unimed Foz do Iguaçu se coloca à inteira disposição da beneficiária não identificada na notícia, para qualquer esclarecimento que fizer necessário, inclusive para analisar e defender qualquer atitude que tenha tomado desde que efetivada a reclamação da forma legal respeitando-se os primados do Estado Democrático de Direito.” Atenciosamente,
Dr. Isidoro Antonio Villamayor Alvarez, diretor-presidente

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