28 de abril de 2018
28 de abril de 2018

 

Na real
Corvo, algumas coisas nos põem a pensar. E como hoje é sábado, pode ser que você aceite esta minha reflexão: ontem assisti a um filme lindo, no qual a raça humana buscou outro planeta para recomeçar. Encontraram outro grão de areia no Universo, cheio de belas paisagens, animais fantásticos e pacíficos, montanhas, desertos e água; muita água. Então os colonizadores se viam admirados com tantas riquezas, esquecendo que tinham tudo isso na Terra, mas que tiveram a capacidade de destruir. Não demorou, eles mesmos, aquele pequeno agrupamento de pessoas, já estavam em guerra, uns para um lado e outros de armas, pedras e paus nas mãos. Que coisa, hein Corvo? Será que teremos esse triste destino?
Nathalia Franco

O Corvo responde: sim, hoje é sábado, véspera de um feriado prolongado; devemos mesmo aproveitar o tempo e refletir. Como diz o presidente francês, Emmanuel Macron, “não há plano B”. Ou cuidamos do nosso planetinha, ou vamos para o caminho da extinção — no qual, aliás, já estamos. Mas quando assistimos a demonstrações de busca pela paz, como a dos líderes das Coreias, parece que bate um ventinho de esperança de que tudo pode arrumar-se. Se depender de encontrar um lugar para prolongar a raça, com certeza a nossa geração não conhecerá essa possibilidade. Por enquanto isso só acontece nas telas do cinema e na imaginação dos escritores.

 

Belo texto
Este jornal publica hoje um artigo muito bem escrito pelo diretor-geral brasileiro de Itaipu, Marcos Stamm. É um brinde aos leitores — boa leitura para o final de semana — no momento em que a binacional comemora os 45 anos de seu tratado. No mais, Stamm inaugura uma nova versão de diretor, totalmente aberto, sem tantos protocolos e desprovido daquela aura de ser inacessível; se bem que outros diretores eram até muito acessíveis, como o caso de seus antecessores LF Vianna e Jorge Samek. A modernidade e as relações humanas precisam de mais pessoas assim nos cargos estratégicos.

 

Salários?
Que os políticos briguem pelo 13º salário e outros benefícios, como os trabalhadores comuns, tudo bem. Mas estender isso a quem está atolado até o pescoço em suspeitas de corrupção, algo assim mexe com o nosso estômago. Um sal de frutas, faça o favor!

 

Nem assim
E quem põe a cara em cargo eletivo não mereceria esse tipo de benefício, afinal de contas sabe que falta dinheiro para tudo. O salário dessa gente não é pequeno; pelo contrário, qualquer município precisa juntar uma caçamba de dinheiro para pagar vereadores, prefeitos e nomeados no fim de cada mês.

 

Salário mínimo
Não é justo que nada recebam pelo exercício político, afinal há quem de fato mate-se na defesa da população, apesar que em alguns países vereadores, por exemplo, trabalham só meio dia e são voluntários: salário zero! O correto seria receberem pelo menos um salário mínimo, ou seja, R$ 1.002. Quem é cara limpa, devotado às causas públicas, não deve cobrar pelo trabalho.

 

Sistema
O Brasil deveria urgentemente rever as formas governamentais. O correto seria a escolha pela competência, como contratássemos um executivo para uma grande empresa nacional. Se a pessoa escolhida produz, fica; do contrário, é substituída. Num formato assim, é possível pagar um bom salário. Bom, mas desse jeito não seria uma democracia. Que nome daríamos para um sistema assim? ECP? Executivos controlados pelo povo? Seria uma ditadura ao revés.

 

13º Salário
Pois então, seu Corvo, imagine os bandidos, presidiários, milicianos e afins exigirem que a população lhes pague o Fundo de Garantia, recolha seus INSS e, no fim do ano, o 13º! Se pagarmos os políticos, isso pode abrir um precedente, e aí o Brasil quebra de vez. Essa gente deveria acordar cedo, enrolar a marmita num guardanapo e encarar o batente, aí sim daria valor ao que fazem.
Luciano Marcos Felício

O Corvo responde: calma, leitor, calma. Suas palavras apenas endossam o sentimento de repulsa que o brasileiro possui contra as más administrações públicas, mas não podemos generalizar. Pagamos por isso quando escolhemos mal os nossos representantes; e como neste ano haverá eleições devemos iniciar a tarefa.

 

Candidatos
Pois bem, seu Corvo, o senhor publicou na edição de ontem uma série de notas sobre o lançamento de muitos candidatos numa cidade como Foz e que, por causa disso, nunca elegemos representantes. Mas eu estou para lhe dizer, Corvo, que haverá muitas surpresas nas eleições deste ano, e esses oportunistas vão é quebrar a cara. E se pensam em usar as redes sociais para atacar os outros, a situação será ainda mais feia. O eleitor não é tão idiota o quanto acreditam.
PRL (O leitor pediu para não ter o nome identificado.)

 

Olhos abertos
Contaram para este Corvo que a situação não é assim tão tranquila para os políticos que ensaiam buscar votos neste ano. A população está com pedras nas mãos. O candidato terá de ser muito hábil e possuir algum escopo na área. Apesar da necessidade de renovação, os eleitores estão um pouco resistentes em relação aos novatos.

 

Qual o perfil do político
Grosso modo, o iguaçuense espera ser representado por alguém que possua responsabilidades, empregado ou empresário, mas que conheça a realidade, ou seja, que possua calos nas mãos. Isso é fruto de um estudo que define o desejo da população mediante seus representantes. Todo mundo tem medo de pessoas sem expressão, e isso se deve aos escândalos ocorridos nos últimos anos. No mais, ninguém quer ser surpreendido com os atos de desconhecidos? Foz não deu sorte ultimamente. Isso parece ter sido suficiente para as pessoas analisarem melhor o terreno.

 

Terreno ou terreiro
Para alguns pré-candidatos, os bolsões políticos são “terrenos” sagrados a serem cautelosamente conquistados, com sabedoria, experiência e conhecimento das necessidades que a população enfrenta. Para a maioria desses pré-candidatos, isso não passa de um “terreiro” no qual impera o oportunismo, a falta de caráter e o desrespeito com a população. Mentem porque a mentira é um combustível para mover ignorantes. É duro ver gente tentando enganar a população, sobretudo a esta altura.

Chineses no Brasil
Seu Corvo, não sei se o senhor já teve a oportunidade de frequentar o Restaurante China nos dias de semana; eu sempre estou por lá e lhe garanto que quase todos os dias há excursões de asiáticos, em grande maioria chineses. Isso quer dizer que eles já devem estar na ponta entre os potenciais visitantes. Mas lhe digo, prezado colunista, se queremos mais chineses, teremos de fazer muitas adaptações em nossos hotéis, pois seus hábitos requerem isso. Na maioria, esses visitantes são idosos e precisam de água quente o tempo todo, pois bebem muito chá. Até os modelos de colchões e roupas de cama requerem mais atenção. Trazer visitantes é bom, mas quando chegam a realidade é outra.
Marcilene Grsabeldi

O Corvo responde: prezada, muitos hotéis já comungam dessas adversidades e fazem de tudo para receber seus hóspedes com excelência. Já foi o tempo em que os hoteleiros não davam bola para essas exigências. Hoje há mais atenção, especialmente se há um mercado tão grande para ser explorado. Imagine se cada aposentado chinês resolver conhecer o Brasil. E isso é uma possibilidade, pois o governo da China estuda esse tipo de benefício para os seus trabalhadores. Em algumas províncias isso já é uma realidade.

 

Lojas francas
Corvo, se me permite, gostaria de expressar a minha opinião sobre free shops. Escreva, passarinho, a implantação das lojas francas será uma espécie de marco divisório entre o passado e o futuro de Foz. Por isso, penso que os empresários devem se unir por um propósito real, firme, um projeto sólido e viável. Sinto que, pela primeira vez, a sociedade esteja pensando com os pés no chão. Tomara que cheguem a um bom resultado.
IRB (A leitora pediu para não publicarmos o seu nome.)

O Corvo responde: prezada, há sim um amadurecimento em Foz para certas iniciativas, e a instalação das lojas francas parece estar sendo bem conduzida. Há opiniões unânimes sobre vários aspectos, entre elas que tais espaços não devem ser construídos no centro; e há uma corrente muito forte para que se concentrem em apenas um local, promovendo uma união entre empresas e empresários. O Corvo está de olho nessas movimentações.

 

Padre Paulo
Corvo, desejo parabenizar o “nosso” padre Paulo pelo título de Cidadão Honorário. Devemos lembrar que não faz muito tempo ele viveu um inferno, perto da excomunhão, inclusive, se dependesse de uma pessoa. Mas Deus é grande e não deixou isso acontecer. O padre possui um grande coração e está fazendo muito por uma legião de necessitados em outras comunidades.
Laurinda Benevides

 

Chico e o apoio
O prefeito declarou apoio irrestrito e incondicional ao Alex Canziani para o Senado. Mas alguém disse para o Corvo que pode ser o tipo de apoio “Vicente Matheus”, que agradeceu a Antárctica pelas Brahmas enviadas na conquista de um campeonato depois de 24 anos de jejum. Como cantou Cartola, “ainda é cedo amor…”. Muita água ainda vai rolar por baixo das pontes da Amizade e da Fraternidade.

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GDIA