27 de abril de 2018
27 de abril de 2018

Preocupação
É natural que pessoas de bem preocupem-se com o processo eleitoral, sobretudo com o esfacelamento dos votos, pulverizados numa infinidade de candidatos. Eleições terminam e começam, e sempre nos damos com essa insensatez. E como lidar com isso?

 

Pacificidade
Quem tem bom senso ignora as candidaturas sem condições de eleição e vota em quem tem chances. Outros preferem conversar com essas pessoas, porém nem sempre são por elas bem recebidos. E há quem lute abertamente contra esse tipo de situação, que mais serve para deixar a cidade pendurada na brocha, sem representantes em Curitiba e Brasília. Impressionante como não despertam para essa realidade.

 

Direitos e deveres
Uma sociedade amadurecida sabe bem das responsabilidades. Todo cidadão pode e deve participar de um processo eleitoral, mas não necessariamente como candidato. Há pessoas que não possuem a mínima condição ou expressão para encarar uma parada assim, mas entram na disputa com a esperança de fazer “vitrine”. Acontece que essa “vitrine”, de poucos votos, acaba deixando de eleger candidatos fortes, que ficam fora do mandato por pouco, como foi o caso de Dilto Vitorassi, que não se elegeu por menos de 90 votos. Acredita-se que a divisão dos votos, por um grande número de candidatos, tenha prejudicado o candidato. É uma lição que, pelo visto, a cidade ainda não aprendeu.

 

O candidato que se acha
O que leva uma pessoa acreditar que fará sucesso numa eleição, sem nunca ter se arriscado na política? Em geral, quem tem o umbigo maior que o cérebro acredita que pode tornar-se um “fenômeno”, em razão da fragilidade que há no ambiente ou pelo surgimento de um candidato meteórico. Em outras palavras, alguém assim pode ser rotulado de oportunista. Muitos acreditam que se agarrando no rabo do sucesso de alguém chegarão lá facilmente. Ledo engano. Apenas atrapalharão o processo mais uma vez.

 

As redes sociais
Mais do que nunca, essas candidaturas surgem por meio do Facebook, ou em grupos de ferramentas como o WhatsApp. E dá-lhe fazer campanha na rede, inclusive desdenhando adversários e quem não concorda com a aventura. Este Corvo pode citar vários exemplos de candidatos que mantinham grupos com mais de mil pessoas e não fizeram nem cem votos nas eleições; uma prova da maneira como a ilusão toma conta do caboclo. Depois do resultado, em geral, entram e depressão, lamentando a vida e questionando. Rede social ajuda, isso é incontestável, mas é apenas mais uma ferramenta de conquista dos eleitores.

 

Realidade
Enquanto essas pessoas se lançam na aventura política, os eleitores mais zombam do que admiram suas posturas. Em Foz, por exemplo, há listas também nas redes sociais apostando quem fará menos votos. Em contrapartida, há mais internautas na torcida contra do que envolvidos no pretenso sucesso dos aventureiros.

 

Soma e divisão
Eleição não é como corrida de automóvel, em que o segundo pelotão fica distante do primeiro. Os que vêm atrás tiram votos, enfraquecem os que estão na frente. Eleição não pode ser um ato de proporções inversas. A ordem natural é que candidatos viáveis vençam os inviáveis. É muito mesquinho o ato de algumas pessoas ao tratarem de suas vidinhas ferrando a coletividade. Isso precisa acabar.

 

Triste constatação
Em carta enviada ao Corvo, o leitor desabafa: “Nestes vários grupos de WhatsApp, e também no Face, vemos um número absurdo de pretendentes a candidatos a deputados estaduais e federais. Alguns acham que são conhecidos o suficiente para serem candidatos. Aqui em Foz, infelizmente, são muitos candidatos… a maioria sem expressão nenhuma, fora de seu convívio, ou de seus grupinhos das redes sociais, ou mesmo até bem conhecidos em seus bairros, mas MUITO POUCO para uma disputa tão importante. Foz está sendo condicionada a não eleger um deputado federal novamente. E só por Deus se elegermos algum estadual. Vou estudar muito bem o meu voto… e TENTAR escolher o melhor para a minha Foz do Iguaçu”.
Arif Osman

 

Caras de pau
Corvo, como pode, essas mesmas pessoas que estão lançando candidatura, algum tempo atrás, faziam o discurso contra quem dividia os votos. Tenho isso bem gravado no meu computador. Como podem agora inverter a situação? O que faz um elemento cuja figura é fraca, de passado nebuloso (que a gente não conhece), achar que o cidadão vai votar nele? Oras, deem um tempo pra cabeça da gente. Queremos mais é sair dessa fria de não ter representantes. Olha quanto a cidade perdeu por não possuir uma bancada eficiente! Olhem para Cascavel, que elege pencas de representantes, porque lá sabem valorizar o voto! Espero que alguns desses candidatos retirem ou desistam dessa empreitada, do contrário vamos fazer campanha contra! Não dá para brincar com a democracia nem abusar dela.
Rubens V. Balbo

 

Tratado
Ontem o Tratado de Itaipu completou 45 anos! Fico pensando, seu Corvo, como seria a nossa cidade caso a hidrelétrica não fosse construída. O senhor tem ideia de como seria, Corvo?
Martha M. Fracco

O Corvo responde: prezada, este passarinho não possui um túnel do tempo para saber sobre questões assim, mas devemos imaginar que a região cresceria em outras áreas, como é o caso do turismo, levando em conta que as Sete Quedas não seriam inundadas. Teríamos o ciclo das compras igualmente e seríamos uma cidade de porte bem menor, assim como Guaíra. O fato é que Itaipu trouxe muito desenvolvimento e moradores do mundo todo. É difícil imaginar Foz sem Itaipu. É um exercício dos mais complicados.

 

Unila
Que babado, hein seu Corvo? Onde a Unila vai arranjar tanta grana para pagar as empreiteiras? Como é que deixaram chegar a uma situação assim? Tomara que essa encrenca não prejudique os investimentos em favor dos alunos e os cursos que a entidade propõe.
Naiara Valle

O Corvo responde: é que não sabemos ainda, mas, segundo informaram a este Corvo, está para acontecer uma porção de novidades na universidade. Decerto essa dívida será equacionada por meio de acordos, pois ainda há recursos. Tudo indica que se a sede for assumida por Itaipu, ela é que vai colocar as contas em dia, pelo menos no campo das obras. Mas muita coisa ainda não passou do campo da especulação.

 

Ministros em Foz
Corvo, o que deu de desembarcarem tantos ministros do Supremo de uma vez só em Foz? Por pouco não transferem a Corte, não acha? Isso mostra a importância de nossa cidade no contexto nacional. Isso é bom, vai que no decorrer das pendengas algum processo que envolve a cidade saia da fila!

Marcos Dutra
O Corvo responde: as visitas são uma casualidade e aos eventos que ocorrem na cidade. Foz mostra que pode atrair muitas personalidades, celebridades, pois todo mundo adora participar de algo em nossa cidade. Vejam a Katy Perry. Ela pediu para o avião desviar a rota, para conhecer as Cataratas!

 

Duty Free
Corvo, você está me matando de curiosidade sobre a localização do nosso Duty Free. Também concordo plenamente que não deve ser no centro da cidade e muito menos na região próxima à Ponte da Amizade. Empreendimentos assim geram desenvolvimento, e no meu entendimento, Corvo, muita gente nem assimilou do que se trata na verdade.
Marcello Benício

 

Localização
Corvo, as lojas francas devem estar longe do centro e de preferência em áreas onde pode haver desenvolvimento, a começar pela geração de empregos. Um complexo como esse que você escreveu ontem deve empregar no mínimo umas duas mil pessoas. Pensa que nossa cidade é turística; eu, por exemplo, que trabalho com transporte (motorista), quanto mais afastada a free shop for do centro, melhor para quem leva os turistas de um lado ao outro. Estamos muito ansiosos com a novidade.
Narcelli Neuer

 

Num único lugar
Corvo, pense comigo: se os empresários se juntarem e construírem as lojas francas num único lugar, estarão prestando um grande favor aos turistas, porque será mais fácil o deslocamento. Isso de fazer free shops em locais variados não vai dar certo. Se há a chance de somarem, por que vão dividir? Foz não é igual Guaíra. Lá sim podem fazer isso em vários locais, porque a cidade não possui tantos atrativos como nós. Temos que pensar que as lojas francas em nossa cidade serão apenas “mais um” atrativo, por isso devemos planejar direito.
Silvio Nardel Pereira

 

Curiosidade
Corvo, estou de fato muito a fim de saber mais sobre a instalação das lojas francas em Foz. Penso que o Paraguai não deve temer, porque não será concorrente, mantendo-
-se como importante atrativo. Neste segmento, a única concorrência está em Puerto Iguazú, sendo assim teremos que mostrar a nossa competência. No mais, graças a Deus espantaram esse agouro de dizerem que free shops prejudicariam a cidade. Conta aí o que sabe, Corvo.
Raphael Correia

O Corvo responde aos leitores (pela ordem): prezados, vamos cuidar com os nomes. “Duty Free” é uma marca poderosa que opera no sistema de lojas francas; naturalmente a empresa deve estar de olho em nossa cidade. Quem entende do assunto também comunga a ideia que um complexo assim deve ser construído em apenas um local, não em vários, o que dispersaria a clientela e todos perderiam. Sim, a geração de empregos será exemplar, estima-se a contratação de dois mil a três mil funcionários, dependendo do vulto do investimento. O Corvo ainda não pode dizer tudo o que sabe, porque estaria quebrando uma regra de confiabilidade. Tão logo liberem a informação, publicaremos em primeira mão. Fiquem ligados!

Share

GDIA