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27 de abril de 2018

As free shops em Foz
A exemplo de tudo o que acontece na cidade, assim que foram aprovadas as regras para a instalação das lojas francas, houve um “treme-terra” por parte de algumas pessoas. As manifestações foram das mais variadas, e obviamente surgiram opiniões contrárias, de que a modalidade poderia causar prejuízos aos comerciantes paraguaios e aos brasileiros de um modo em geral. Aos poucos, essas opiniões foram mudando e parece que hoje há pelo menos um horizonte de consenso.

 

Empregos
De início, a preocupação era com os brasileiros empregados em Ciudad del Este, pois com a virtual redução da cota de compras no Paraguai pela metade poderia haver demissões. Após a sinalização de que a cota pode permanecer como está, os ânimos acalmaram.

 

Local
Outra discussão passou a ser o local. Uns acreditavam que um empreendimento assim deveria estar localizado no chamado eixo turístico; outros querem as lojas francas no centro da cidade, e há quem aprecie a ideia de instalar esse tipo de negócio nas imediações da Vila Portes e Jardim Jupira, o que seria “a” contramão, de pronto refutada por todos que conhecem do assunto. Mas no decorrer das discussões, parece que encontraram um local que é unanimidade entre os debatedores. Não é no centro, nem próximo à ponte, mas estaria sim num local de franco acesso e com grandes possibilidades de crescimento. A coisa está tomando corpo, e este Corvo, coçando a mão para noticiar.

 

Aprovação unânime
Infelizmente este colunista ainda não pode mostrar os detalhes do empreendimento, pois além de robusto há, segundo informaram, cláusulas de confiabilidade. Uma via do projeto, encadernada, passou pelas mãos de um grupo muito seleto, incluindo investidores e autoridades. Todos ficaram de queixo caído, afinal o complexo ocuparia uma área de 150 mil metros quadrados. Para se ter ideia, lá caberiam seis ou sete Duty Frees iguais ao que há na entrada da Argentina.

 

Posto de atendimento
Bom, não é novidade para este Corvo que o posto de atendimento do Foztrans no Terminal de Transporte Urbano está sempre às moscas. Isso não é de agora. E também não é novo o fato de os ônibus chegarem e saírem transbordando gente. A prefeitura precisa urgentemente fazer as adequações no sistema de transporte, porque do jeito que está é ruim para os usuários e para as empresas.

 

Mudanças
Quase todas as cidades brasileiras estudam mudanças na área da mobilidade. São Paulo anunciou uma “revolução” no transporte, mas ela começa pela nova licitação das empresas. Em Foz, os empresários fazem o que a prefeitura manda, pois foi a administração pública que contratou os “gênios” que desenvolveram o sistema viário. Sendo assim, a culpa não é apenas das empresas. Ou o sistema muda para agradar aos usuários, ou eles migrarão para aplicativos, e bicicletas ou comprarão motos e automóveis, o que causará um caos no trânsito da cidade, já congestionado nos horários de pico em muitos pontos.

 

Cristalink again
E, para variar, a empresa está em outro contrato com a prefeitura. O Corvo foi consultar algumas pessoas, e a conclusão é que não há nada de irregular nisso; quer dizer, até que se descubra e comprove o contrário. É uma empresa de excelência no mercado e que presta serviços importantes na área oftalmológica. O que há é um “novo” contrato, e ele pode ter sido elaborado sem os vícios e anomalias das prestações de serviços anteriores. É vivendo e aprendendo. A Cristalink levou foi uma carimbada na Justiça, mas isso não quer dizer que não possa mais atuar. Empresas prestadoras de serviços públicos estão expostas a isto, os efeitos das carimbadas.

 

Faisal na ACIFI
A Associação Comercial e Empresarial de Foz do Iguaçu tem demonstrado uma diversidade na alternância de suas diretorias: uma contadora, depois um arquiteto e agora um dentista. Onde estão os comerciantes e industriais? Se bem que arquitetura e odontologia são formas de comércio. Ao que se sabe, a ACIFI manteve uma ortodoxia nesse sentido, de manter comerciantes nas rédeas. Como tudo neste mundão de Deus muda, não seria lá que isso deixaria de acontecer.

 

Clima de tensão
Não dá para acreditar muito numa fumada de cachimbo da paz entre Cida Borghetti e Ratinho Jr. Fizeram um armistício para os ânimos não se acirrarem antes da hora. Por baixo do pano estão prontos para enfiar dedos nos olhos e morder a canela um do outro. Eleições são assim.

 

Na janelinha
Beira a ser engraçado o jeito que alguns moçoilos entram na política, cheios de querer e achando que vão atear medo nas redações, por meio de ameaçazinhas sem a mínima disposição de se aturar. Mal subiram na lotação já querem a janelinha. Não é bem assim. Fazer o caminho normal é o ideal. Outra, ameaçar em redes sociais não amedronta, especialmente quando hoje em dia os rastros são identificáveis. Falou ou escreveu besteira, vai pagar na Justiça.

 

Ministros
Muita gente está curiosa para ver os ministros do Supremo que participarão de um evento em Foz. Este Corvo sabe de uma pessoa que fez até cartazes pedindo a libertação do Lula, mas quero ver ela chegar perto do local. E qual a tamanha curiosidade? É até fácil explicar: ministros da Suprema Corte hoje são pop stars, especialmente quando não dão mole aos políticos.

 

Inconstitucional
Chico vetou a lei da regulamentação dos patrocínios oficiais. Os procuradores da prefeitura, advogados e acadêmicos de Direito sabem da inconstitucionalidade. A justificativa da Câmara mexeu errado e inviabilizou o projeto, tornando-o em desacordo com a Carta Magna brasileira. E este Corvo sabe que não é a primeira tentativa de o Legislativo aprovar dispositivos que autorizem o uso do dinheiro público em eventos religiosos, por exemplo.

 

Constituição
A Constituição Federal deveria ser uma leitura de cabeceira dos vereadores, mais até que O Príncipe, de Maquiavel. Oras, não misturem alho com bugalho, O Príncipe é uma obra fundamental nos ensinos sociológicos e em nada se parece com O Pequeno Príncipe. É que alguém já foi até a livraria acreditando que uma coisa era igual a outra.

 

Lá e cá
A Constituição deveria servir de base legal para todas as iniciativas; e, uma vez lida, as pessoas não perderiam tempo reinventando a roda. Lá está escrito que é proibido patrocinar vários eventos; e por mais que se inventem dispositivos legais, eles nunca suplantarão a regra federal.

 

Agitação geral
O Corvo quer aproveitar o espaço e expressar a felicidade ante o trabalho que a Fundação Cultural vem realizando, por meio de múltiplos eventos simples, baratos e amplamente de acordo com o desejo da comunidade. Juca e seus assessores estão fazendo a lição de casa como manda o figurino. Parabéns! Só se ouvem elogios!

 

Pecúlio no raio X
Os acontecimentos políticos em Foz chamaram tanto a atenção que um escritor está visitando a cidade com a intenção de produzir um volume científico muito interessante e que servirá de base para muitas discussões sobre o comportamento corrupto do ser humano. Olha só aonde chegamos!

 

Resumo
E não vamos longe, a Operação Pecúlio possui todos os moldes de uma Lava Jato, praticamente com os mesmos requintes criminosos; na verdade um resumo da práxis politiqueira praticada em todo o país, segundo a qual as licitações são facilitadas e dirigidas com o intuito de alimentar o cocho de quem quer se manter no poder. O escritor, que também é professor universitário, disse que a Pecúlio oferece farto material de análise laboratorial. Pudera, é só olhar o tamanho das ratazanas!

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GDIA