Gestão Integrada

Opinião
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Gestão Integrada

 

A Gestão Integrada do Turismo de Foz do Iguaçu surgiu em decorrência de um esforço pelo diálogo. Antes disso, o setor era uma filial da Torre de Babel, com experts em “artes marciais”, na qual, além de não se entenderem, aplicavam rasteiras e facadas nas costas; era uma espécie de escadaria do Senado romano. O Corvo adora metáforas.

Unificação
Se hoje há diálogo, planejamento, perspectivas de investimentos e o devido retorno, há um nome para o responsável pelo avanço: Gilmar Piolla, que curiosamente não aparece na foto do ato de lançamento do Plano de Ação para 2018, na última quarta-feira. No retrato está o Felipe Gonzalez, LF Vianna, Chico B (de Brasileiro), Carlos Silva e Jaime Nascimento.

A grana
Os números falam alto, pois haverá um investimento de R$ 38,8 milhões, valor que será, segundo disseram, dividido em “quatro eixos de atuação”. Para variar, dessa grana toda, aplicada na promoção do Destino Iguaçu, Itaipu responderá por 62%, ou algo em torno de R$ 24 milhões. O restante sairá dos cofres da Prefeitura de Foz, coisa bem difícil de acontecer, e dos “bolsos” do Iguassu Convention & Visitors Bureau (ICVB), Fundo Iguaçu e entidades afins. Santa Itaipu Binacional; o Corvo quer saber quando construirão uma capela para ela. Amém!

Realidade
Antes da Gestão Integrada e do Fundo Iguaçu, o turismo de Foz se revezava em duas frentes: os que queriam fazer e os que não deixavam acontecer. Era assim que a gestão se alterava com resultados maravilhosos, do tipo um passo adiante e cinco para trás. Quando alguém dizia sobre a possibilidade de atrair dois milhões de visitantes ao ano, era chamado de “sonhador”, “utópico”, “polêmico” e outros adjetivos broxantes, que derrubavam o ânimo de qualquer um. Reunião entre personagens do setor era igual a namoro de gato, alguém sempre saía com arranhão bem no meio do beiço. Essas pessoas hoje devem questionar-se quanto ao tempo que perderam. Como saldo, divulgado na ocasião do encontro da quarta-feira, as Cataratas do Iguaçu atingiram a maior marca de visitação no ano passado, com 1.788.922 pessoas de 166 países.

E o Piolla?


Onde estava o secretário, que não apareceu na foto? Ele pegou um pedaço da solenidade, mas como o prefeito compareceu é natural que faça as vezes do município. Na foto, ele está ao lado do Alexandre Teixeira. Solidário, Gilmar Piolla ficou ao lado do vice-prefeito Nilton Bobato, no velório de sua amada mãe, dona Ana Conceição Bobato. O Corvo quer expressar os seus mais profundos sentimentos de pesar ao amigo Nilton e toda a sua família.

Prorrogação
Sem campanha publicitária, sem um empurrão na motivação, ontem venceu o prazo para o pagamento da primeira parcela do IPTU e também aos que fariam o pagamento à vista. É sentando na cadeira de secretário de Comunicação que o mortal descobre a saia-justa que é licitar agências de publicidade. Contaram para o Corvo que a movimentação no pagamento não agradou a quem conhece do assunto, apesar de o valor não sofrer aumento em relação ao ano passado. A opção para chegar aos contribuintes foi o envio de cartas informativas contendo o pagamento em cota única ou via parcelamento. Há uma choradeira nada discreta em favor de uma prorrogação. Com certeza o prefeito vai inserir o assunto durante um cafezinho com os executivos municipais que cuidam das contas.

Parcelamento do solo
Muita gente não entende nem faz ideia sobre o que foi a audiência pública que discutiu a estruturação do espaço urbano e a maneira como o solo é ocupado. Isso faz parte do processo de revisão do plano diretor e que propõe a revisão das leis complementares como IPTU Progressivo, Plano de Mobilidade Urbana, Plano de Saneamento Básico e Lei do Sistema Viário, entre outras, como já publicamos. É necessário reorganizar o processo, especialmente quando se olha para uma cidade espremida em territórios federais, cidades vizinhas e outros países. A área territorial de Foz, olhando num mapa, é uma das menores se comparada a outros municípios. Cascavel é duas vezes e meia maior. Cabem umas cinco cidades como Foz na área de Guarapuava ou Campo Mourão.

Espremeção
Um dos maiores problemas urbanos de Foz, segundo alguns especialistas, é a largura das ruas. Antigamente os loteamentos eram projetados para carrinhos de rolimã, e o que se vê é uma porção de vielas onde os ônibus não podem passar porque não conseguem fazer as curvas. No mais, há ruas que se veículos encostarem dos dois lados fica impossível a operação de recolher o lixo. Bom, o Corvo abre espaço para o seu Milton Rodrigues fazer uma explanação, pois sobre isso ele é professor. Nos tempos em que se dedicou aos loteamentos, as ruas passaram a ser largas e arborizadas, vide a Rua Pedro Basso — que, segundo os iguaçuenses, é a mais linda do Universo.

Cassinos
Deram uma ré na legalização dos jogos de cassinos. E olha que já havia empresários “importando” equipamento para equipar salas de jogos. Taí um assunto difícil de ser explicado, e há quem garanta que isso é pressão dos cassinos norte-americanos, apinhados de brasileiros. Antes o problema era a Igreja, hoje são os gringos.

Fiscalização
Contaram para o Corvo que está para haver um endurecimento radical nas operações de fronteira para quem sair do país pretendendo arriscar a sorte no pano verde. Para variar, segundo uma fonte em Brasília, Foz será o “laboratório” para um novo esquema de coibir a evasão de divisas por meio do jogo. Os cassinos da Argentina e Paraguai sofrerão um grande impacto com a medida. Segundo consta, não é de hoje que há “olheiros” em quem participa de torneios milionários fora das fronteiras.

Investimentos naufragados
Os cassinos investem em shows, concursos de beleza, lutas de UFC, boxe… e, pelo visto, terão de melhorar o esquema de bilheteria, pois os jogadores, ao saberem das novidades, não arriscarão o pescoço. E não vai colar remessa bancária. O Corvo tem uma informação de cocheira que está para haver uma “duralex” daqui uns dias, e o bicho vai pegar. O povo da fronteira que abra os olhos, pois parece que haverá uma operação conjunta entre dois países.

Felicidade geral da nação
Segundo a Organização das Nações Unidas, o Brasil é o pais mais “feliz” do Mercosul. Bom, aqui a gente apanha e acha graça. O Brasil merece um estudo antropológico mais aprofundado; pode ser que, depois disso, saberemos a razão de tanta gente levar chumbo e rir à toa.

Candidatos
Contaram para o Corvo que é bem possível que Foz mantenha apenas dois candidatos na disputa por vagas na Câmara Federal. A turma andou fazendo as contas, a campanha é cara e, além do mais, ninguém quer prestar ajuda em forma de doação, com medo disso ser confundido com propina. Os escândalos de corrupção estão mostrando o quanto é difícil diferenciar tomada de focinho do porco. E tem mais, a sociedade organizada vai bater duro em quem entrar na disputa com a intenção de enfraquecer os que possuem chances. Foz precisa de representantes em Brasília, do contrário terá de continuar a pedir favor ou emprestando deputados.

Na ALEP
A situação é inversa na disputa pelas cadeiras na Assembleia Legislativa. O Corvo e dois corvinhos identificaram supostas 12 candidaturas, o que pode resultar num grande fiasco. Tem gente propondo o nome do qual nunca se ouviu falar, nem no bairro onde a pessoa mora, ou seja, se concorresse a algo por lá perderia feio. Está na hora de a cidade estruturar as estratégias em prol de representatividade.

PCC no Paraguai
O Primeiro Comando da Capital, facção abreviada como PCC, seria, segundo a Polícia Federal, a responsável pelo assalto à empresa de transporte de valores Prosegur, em Ciudad del Este, em 2017. A ação cinematográfica deixa marcas até os dias atuais. Há quem evite passar pelo local só para não lembrar. As evidências do envolvimento do PCC foram reveladas por meio de DNA em vários objetos.

Poder de fogo
E se essa turma do PCC em atividade resolver rebelar-se para valer? Dariam muito trabalho às Forças Armadas, a começar pelo poderio bélico, com armas muito mais avançadas e potentes. É lamentável, mas o crime sempre está alguns passos à frente. Os militantes do Estado Islâmico são meninos do jardim da infância se comparados ao PCC.

Chororô
Ligaram para o Corvo informando que o piso está muito escorregadio no Palácio Cataratas e que é para as pessoas tomarem cuidado, a começar pela escadaria que vai dar no gabinete do prefeito. Não se trata de vazamento de água, e sim de lágrimas jorrando em busca de firmar a nomeação. Com o trabalho das novas quatro secretárias, o que mais se escuta é o medão da exoneração. Haveria uma lista com 34 nomes em cima da mesa do prefeito — e, ao que consta, ele não vai engavetar.

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GDIA