Foz tem 83 pessoas na fila de espera pela cirurgia bariátrica

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Foz tem 83 pessoas na fila de espera pela cirurgia bariátrica

Foz do Iguaçu tem hoje 83 pessoas na fila de espera por uma cirurgia bariátrica, destinada a reduzir a capacidade de absorção do intestino em pessoas obesas. Destas, 40 já estão em processo pré-operatório e são assistidas pelo Programa de Atendimento a Obesidade Mórbida e Cirurgia Bariátrica, localizado no Centro de Especialidades Médicas, na Avenida Paraná.

De acordo com a presidente do Programa, Franquine Vieira de Moraes, o tempo médio de espera pela cirurgia é de um ano. “Não consideramos um tempo longo, já que alguns pacientes chegaram a esperar 4 anos pela cirurgia”, afirma. Em anos anteriores, a lista também era maior, com cerca de 170 pacientes.

Atualmente cerca de 450 pessoas são atendidas pelo programa, entre as que já passaram pela bariátrica e as que ainda devem fazer a cirurgia. Existem ainda pacientes com obesidade mórbida que por algum motivo não podem passar pelo procedimento, mas mantem a participação. “Muitos tem medo da cirurgia ou possuem alguma doença (câncer, trombose ou problemas psicológicos) que impedem a realização do procedimento. Mas eles continuam com a gente, participando das palestras e acompanhados por especialistas”, explicou Franquine.

Saúde

O Programa de Atendimento a Obesidade Mórbida existe em Foz há 16 anos e foi idealizado pelo médico Walid Mohamad Omairi. Em 2005 ele se tornou uma Lei Municipal, e mais recentemente foi reconhecido como parte da Assistência Especializada do município. As conquistas devem-se aos resultados expressivos obtidos por pacientes, como Solange Soprani, que fez a cirurgia em março do ano passado.  “Ser obeso é muito difícil, somos alvo de chacota por quase todo mundo, a nossa qualidade de vida é muito ruim, depois da cirurgia eu sou outra pessoa, hoje tenho qualidade de vida, autoestima e saúde, frequento academia todos os dias e faço exames de sangue regularmente e fico feliz porque os resultados são sempre ótimos”, disse.

Atendimento

Dentro do programa, os membros recebem acompanhamento com psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas, endócrinos e gastroenterologista.  Eles participam ainda de palestras semanais sobre qualidade de vida e hábitos saudáveis, e são acompanhados por até dois anos após a cirurgia. “Uma vez operada, a pessoa precisa de acompanhamento pelo resto da vida, mas nos dois primeiros anos, principalmente, ela deve ser acompanhada”, enfatiza Franquine. Por se tratar de um procedimento de alta complexidade, as cirurgias bariátricas são realizadas pelo Hospital Angenila Caron, em Curitiba. Os pacientes recebem transporte e hospedagem pagos pelo SUS.

“O Programa é muito importante para a cidade, são pacientes que buscam melhor qualidade de vida e a Secretaria está disposta a facilitar a luta dessas pessoas, ajudando e disponibilizando o que elas precisam na medida do possível”, disse Inês Weizemann, secretária de saúde, durante um encontro na semana passada com pacientes do programa. Na ocasião, foram abordadas questões relacionadas aos atendimentos médicos nas especialidades, o translado até Curitiba,  melhorias com relação ao transporte e hospedagem, entre outros assuntos.

Cirurgia

Até o ano passado, qualquer pessoa com Índice de Massa Corpórea (IMC) entre 35 e 40 kg/m² poderia se submeter a cirurgia desde que tivesse doenças crônicas associadas à obesidade, como diabetes tipo 2, apneia do sono, hipertensão, doença coronária, entre outras. Com uma Resolução publicada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) as regras foram alteradas. A principal mudança é a ampliação do número de doenças – mais de 20 comorbidades – que justificam a indicação de cirurgia. No caso de pacientes com IMC maior que 40, a cirurgia pode ser indicada mesmo sem a presença de comorbidades, regra que já estava em vigor.

(Thays Petters- free lancer / Foto: Roger Meireles)